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	<title>Campos de Boaz &#187; admin</title>
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	<description>colheita do que Cristo, o Boaz celestial, espalhou em seus campos</description>
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		<title>Bíblia online</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Nov 2011 19:26:10 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Pesquise na versão Corrigida e Fiel de Almeida (considero esta, em português, a melhor tradução da Bíblia, por sua fidelidade aos melhores manuscritos). Deus o abençoe!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pesquise na versão Corrigida e Fiel de Almeida (considero esta, em português, a melhor tradução da Bíblia, por sua fidelidade aos melhores manuscritos).</p>
<p><iframe src="http://www.internautascristaos.com.br/bibliaonline" frameborder="0" scrolling="auto" width="100%" height="1200"></iframe></p>
<p>Deus o abençoe!</p>
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		<title>Espada (Charles Spurgeon)</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Oct 2011 22:11:05 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A espada da justiça não nos ameaça mais, mas a vara de correção paternal ainda está em uso.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A espada da justiça não nos ameaça mais, mas a vara de correção paternal ainda está em uso.</p>
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		<title>Preparando meu Coração para Aquele Dia (George Müller)</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jun 2011 16:33:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[George Müller]]></category>
		<category><![CDATA[Oração]]></category>

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		<description><![CDATA[Aprouve ao Senhor ensinar-me uma verdade, que tem beneficiado a minha vida por mais de catorze anos. É o seguinte: percebi, muito mais claramente do que antes, que o assunto mais importante e mais urgente com que tenho de me ocupar a cada dia é conservar a minha alma muito feliz no Senhor. A primeira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aprouve ao Senhor ensinar-me uma verdade, que tem beneficiado a minha vida por mais de catorze anos. É o seguinte: percebi, muito mais claramente do que antes, que o assunto mais importante e mais urgente com que tenho de me ocupar a cada dia é conservar a minha alma muito feliz no Senhor. A primeira coisa com que devo me preocupar não é tanto o quanto eu posso servir ao Senhor, mas o quanto eu posso colocar a minha alma num estado de felicidade no Senhor e alimentar o meu homem interior. Eu poderia procurar servir ao Senhor pregando a verdade aos incrédulos; poderia procurar beneficiar os crentes; poderia cuidar de aliviar os oprimidos. Poderia ainda procurar proceder de tal maneira a me comportar como um filho de Deus neste mundo, e contudo, por não estar feliz no Senhor e não ser alimentado e nutrido no meu homem interior dia a dia, tudo isto poderia não ser praticado corretamente, ou no espírito certo. Até então a minha prática tinha sido, por pelo menos dez anos antes disso, de habitualmente me entregar à oração logo depois de me vestir de manhã cedo. Agora eu vejo que a coisa mais importante que eu deveria fazer era me entregar à leitura da Palavra de Deus, e nela meditar, de tal maneira que o meu coração pudesse ser confortado, encorajado, aquecido, reprovado, instruído. Percebi que assim, através da Palavra de Deus, enquanto meditava nela, o meu coração poderia ser levado a uma experiência de comunhão com o Senhor. Comecei, a partir de então, a meditar no texto do Novo Testamento desde o começo, cedo de manhã. A primeira coisa que eu fiz, depois de pedir em poucas palavras a bênção do Senhor sobre a Sua preciosa Palavra, foi começar a meditar na Palavra de Deus, pesquisando em cada versículo para obter dele uma bênção, não para exercitar o ministério público da Palavra, não para pregar sobre aquilo que eu estava meditando, mas para obter alimento para a minha própria alma. Descobri que, como resultado disso, invariavelmente logo depois de alguns minutos a minha alma era levada à confissão, ou à ação de graças, ou à intercessão, ou à súplica; de tal modo que, embora eu não tivesse inicialmente me dedicado à oração e sim à meditação, contudo eu era levado quase imediatamente de um jeito ou de outro à oração. Então, quando eu terminava com a minha súplica, ou intercessão, ou ação de graças ou confissão, eu continuava para os outros versículos, e novamente mergulhava na oração por mim mesmo ou pelos outros, de acordo com o que me guiava a Palavra, mas ainda mantendo diante de mim aquele objetivo da minha meditação, o de obter alimento para a minha alma. A diferença, então, entre a minha prática anterior e esta atual é isto: antes, quando eu me levantava, eu começava a orar o mais cedo possível, e geralmente gastava quase todo o meu tempo até o café da manhã em oração, ou até todo o tempo. Em todas as ocasiões eu quase invariavelmente começava com oração, a não ser quando eu sentia a minha alma desnutrida, estéril, casos em que eu lia a Palavra de Deus para alimento, ou para refrigério, ou para renovação ou reavivamento do meu homem interior, antes de me entregar à oração propriamente dita. Mas qual era o resultado disto? Geralmente eu ficava de joelhos quinze minutos, ou meia hora, ou até uma hora, antes de alcançar a consciência de estar recebendo conforto, encorajamento, humildade de espírito, etc., e muitas vezes, depois de ter sofrido com a divagação da minha mente pelos primeiros dez minutos, ou quinze, ou até mesmo meia hora, e então somente aí é que eu começava realmente a orar. Raramente me acontece isto agora. Com o meu coração alimentado pela verdade, experimentando uma comunhão real com Deus, eu falo com o meu Pai e com meu Amigo (por mais vil que eu seja e indigno disto) acerca das coisas que Ele me trouxe na Sua preciosa Palavra. Muitas vezes eu me admiro agora de que não tenha percebido isto antes. Pegue esta chave de ouro. Ele o chama. Entre no seu Santo Lugar.<br />
<a href="http://cetrodejustica.blogspot.com/2007/07/preparando-meu-corao-para-aquele-dia.html" target="_blank"><strong>(Fonte)</strong></a></p>
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		<title>Para estarmos certos temos de pensar certo (Tozer)</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Apr 2011 19:08:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[A. W. Tozer]]></category>
		<category><![CDATA[Vida cristã]]></category>
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		<description><![CDATA[O que pensamos quando estamos com liberdade para pensar sobre o que queremos ser — é isso que somos ou logo seremos. A Bíblia tem muita coisa para dizer acerca dos nossos pensamentos; o evangelismo atual não tem praticamente nada para dizer sobre eles. A razão por que a Bíblia fala tanto deles é que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que pensamos quando estamos com liberdade para pensar sobre o que queremos ser — é isso que somos ou logo seremos.</p>
<p>A Bíblia tem muita coisa para dizer acerca dos nossos pensamentos; o evangelismo atual não tem praticamente nada para dizer sobre eles. A razão por que a Bíblia fala tanto deles é que os nossos pensamentos são vitalmente importantes para nós; a razão por que o evangelismo fala tão pouco é que estamos reagindo exageradamente contra as seitas do &#8220;pensamento&#8221;, como as do Novo Testamento, da Unidade, da Ciência Cristã, e outras semelhantes. Estas seitas fazem os nossos pensamentos ficarem muito perto de tudo, e nos opomos fazendo-os ficar muito perto de nada. Ambas as posições são erradas.</p>
<p>Os nossos pensamentos voluntários não só revelam o que somos; predizem o que seremos. A não ser aquela conduta que brota dos nossos instintos naturais básicos, todo o nosso comportamento é precedido pelos nossos pensamentos e deles se origina. A vontade pode vir a ser serva dos pensamentos, e, em elevado grau, mesmo as nossas emoções seguem o nosso pensar. &#8220;Quanto mais penso nisso. mais louco fico&#8221;, é como o homem comum o coloca, e ao fazê-lo, não somente relata com precisão os seus processos mentais, mas também paga inconsciente tributo ao poder do pensamento, O pensa¬mento instiga o sentimento, e o sentimento dispara a ação. Assim fomos feitos, e bem que podemos aceitá-lo.</p>
<p>Os Salmos e os Profetas contêm numerosas referências ao poder que o reto pensamento tem de inspirar sentimento religioso e de incitar a conduta certa. &#8220;Considero os meus caminhos, e volto os meus passos para os teus testemunhos&#8221;. &#8220;Enquanto eu meditava ateou-se o fogo: então disse eu com a própria língua&#8230;&#8221;. Vezes sem conta os escritores do Velho Testamento nos exortam ã aquietar-nos e a pensar em coisas elevadas e santas como fator preliminar para a correção da vida ou uma boa ação ou um feito corajoso.</p>
<p>O Velho Testamento não está sozinho em seu respeito pelo poder do pensamento humano, poder outorgado por Deus. Cristo ensinou que os homens se corrompem por seus maus pensamentos, e chegou ao ponto de igualar o pensamento ao ato: &#8220;Qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração já adulterou com ela&#8221;. Paulo recitou uma lista de fulgentes virtudes, e ordenou: &#8220;Seja isso o que ocupe o vosso pensamento&#8221;.</p>
<p>Estas citações são apenas quatro das centenas que poderiam fazer-se das Escrituras. Pensar em Deus e em coisas santas cria uma atmosfera moral favorável ao crescimento da fé, bem como do amor, da humildade e da reverência. Pelo pensamento não podemos regenerar os nossos corações, nem eliminar os nossos pecados, nem mudar as manchas do leopardo. Tampouco podemos com o pensamento acrescentar um côvado à nossa estatura, ou tornar o mal bem, ou as trevas luz. Ensinar isso é representar falsamente uma verdade bíblica e usá-la para a nossa própria ruína. Mas, pelo pensamento inspirado pelo Espírito, podemos ajudar a fazer de nossas mentes santuários purificados em que Deus terá prazer em habitar.</p>
<p>Referi-me num parágrafo anterior aos &#8220;nossos pensamentos voluntários&#8221;, e usei as palavras de propósito. Em nosso jornadear através deste mundo mau e hostil, ser-nos-ão impostos muitos pensamentos de que não gostamos e pelos quais não temos simpatia moral. As necessidades da vida podem compelir-nos por dias e anos a abrigar pensamentos em nenhum sentido edificantes. O conhecimento comum do que fazem os nossos semelhantes produz pensamentos repugnantes à nossa alma cristã. Estes necessariamente nos afetam, mas pouco. Não somos responsáveis por eles, e eles passam por nossas mentes como um pássaro cruzando os ares, sem deixar rastro. Não têm efeito duradouro em nós porque não são propriamente nossos. São intrusos mal recebidos pelos quais não temos amor e dos quais nos livramos tão depressa quanto possível.</p>
<p>Quem quiser verificar sua verdadeira condição espiritual pode fazê-lo notando quais foram os seus pensamentos nas últimas horas ou dias. Em que pensou quando estava livre para pensar no que lhe agradasse? Para o quê se voltou o íntimo do seu coração quando estava livre para voltar-se para onde quisesse? Quando o pássaro do pensamento foi posto em liberdade, voou para longe como o corvo, para pousar sobre as carcaças flutuantes ou, como a pomba, circulou e voltou para a arca de Deus? Ê fácil realizar esse teste, e, se formos sinceros conosco mesmos, poderemos descobrir não só o que somos, mas também o que vamos ser. Logo seremos a suma dos nossos pensamentos voluntários.</p>
<p>Conquanto os nossos pensamentos instiguem os nossos senti¬mentos, e assim influenciem fortemente as nossas vontades, é contudo certo que a vontade pode e deve ser senhora dos nossos pensamentos. Toda pessoa normal pode determinar aquilo em que vai pensar. Natu¬ralmente, a pessoa aflita ou tentada pode achar um tanto difícil controlar os seus pensamentos, e mesmo enquanto se concentra num objeto digno, pensamentos insensatos e fugidios podem fazer travessuras sobre a sua mente, como vivos relâmpagos numa noite de verão. Tendem estes a ser mais molestos do que perniciosos e, no final das contas, não fazem muita diferença, sejam isto ou aquilo.</p>
<p>O melhor meio de controlar os nossos pensamentos é oferecer a mente a Deus em completa submissão. O Espírito Santo a aceitará e assumirá o controle dela imediatamente. Depois será relativamente fácil pensar em coisas espirituais, especialmente se treinarmos o nosso pensamento mediante longos períodos de oração diária. Praticar longamente a arte da oração mental (isto é, falar com Deus interiormente, enquanto trabalhamos ou viajamos) ajudará a formar o hábito do pensamento santo.</p>
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		<title>Do que e para que fomos salvos (A. W. Tozer)</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Oct 2010 18:09:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[A. W. Tozer]]></category>
		<category><![CDATA[Vida cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[A Igreja Evangélica de hoje se encontra na delicada situação de estar errada ao mesmo tempo em que está certa; uma simples preposição nesse caso faz a diferença. Penso que não há dúvida, mas se deixarmos a Bíblia decidir o que está certo e o que está errado, os evangélicos estão certos em sua posição [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Igreja Evangélica de hoje se encontra na delicada situação de estar errada ao mesmo tempo em que está certa; uma simples preposição nesse caso faz a diferença.</p>
<p>Penso que não há dúvida, mas se deixarmos a Bíblia decidir o que está certo e o que está errado, os evangélicos estão certos em sua posição doutrinária. Até o céptico H. L. Mencken disse: &#8220;Se a Bíblia é verdadeira, os fundamentalistas estão certos.&#8221; Ele não confirmou a fidelidade bíblica, mas foi inteligente o suficiente para ver que as doutrinas básicas ensinadas pelos fundamentalistas eram idênticas aquelas ensinadas pela Bíblia.</p>
<p>Um ponto em que estamos errados e, ao mesmo tempo certos, está na ênfase relativa que damos às preposições para e de quando estas acompanham a palavra salvos. Por uma longa geração, defendemos a palavra da verdade ao mesmo tempo em que nos afastávamos dela em espírito porque estávamos preocupados com a questão do que fomos salvos em vez da questão para que fomos salvos.</p>
<p>A importância correta referente a estes dois conceitos é apresentada por Paulo em sua primeira epístola aos Tessalonicences: &#8220;(&#8230;) e como, deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro e para aguardardes dos céus o Seu Filho&#8221; (1:10).</p>
<p>O cristão é salvo dos seus pecados do passado. Ele não tem mais nada a ver com eles; esses pecados estão entre as coisas que devem ser esquecidas assim como o é a noite ao romper do dia. Ele também é salvo da ira vindoura. Também nada tem a ver com isso. Ela existe, mas não para ele. O pecado e a ira tem uma relação de causa e efeito, e uma vez que o pecado do cristão é anulado, a ira também é revogada. As preposições de da vida cristã dizem respeito a preposições negativas, e interessar-se profundamente por elas é viver em um estado de negação. Contudo, esta é a situação vivida por muitos cristãos sérios na maior parte do tempo.</p>
<p>Não fomos chamados para ter comunhão com a inexistência. Fomos chamados às coisas que existem na verdade, às coisas positivas, e é quando nos ocupamos com essas coisas que nossa alma é curada. A vida espiritual não pode se satisfazer com situações negativas. O homem que constantemente relembra as maldades dos dias em que não era convertido está olhando para a direção errada. É como um homem que tenta vencer uma corrida olhando pra trás por sobre os ombros.</p>
<p>O que o cristão costuma ser é a questão menos importante a seu respeito. O que deveria ser é tudo o que deveria lhe importar. Ele pode, de vez em quando, como fez Paulo, lembrar-se da vida que outrora levava para sua própria vergonha; mas isto não deve passar de um rápido retrospecto; nunca deve ser um olhar fixo. Nosso olhar permanente e prolongado está em Deus e na glória que será revelada.</p>
<p>De que fomos salvos e para que fomos salvos têm a mesma relação entre si como uma doença grave e a saúde recuperada. O médico deve se colocar entre esses dois elementos antagônicos para salvar alguém de uma condição e restaurá-lo à outra. Curada a terrível doença, sua lembrança deve ser banida da mente a fim de que fique mais vaga e mais fraca uma vez que se trata de um fato muito distante; e o ditoso homem, cuja saúde foi restabelecida, deve continuar a usar sua nova força para realizar algo útil para a humanidade.</p>
<p>Contudo, muitas pessoas permitem que o estado debilitado de seu corpo limite sua capacidade mental de modo que, após o restabelecimento do corpo, elas ainda guardam o velho sentimento de invalidez crônica que sentiam antes. Estão restabelecidas, é verdade, mas não para alguma coisa.  Basta imaginarmos um grupo de pessoas testemunhando todos os domingos sobre suas últimas enfermidades e entoando cânticos tristes sobre elas e teremos um quadro perfeito de muitas reuniões cristãs de hoje.</p>
<p>Há uma arte por trás do esquecer, e todo cristão deve tornar-se um mestre nela. Esquecer as coisas que ficaram para traás é uma necessidade positiva para que nos tornemos simples crianças em Cristo. Se não podemos confiar em Deus para lidar com eficiência com nosso passado, podemos pegar uma esponja e começar a apagá-lo. Cinquenta anos sofrendo por nossos pecados não podem apagar a nossa culpa. No entanto, se Deus, de fato, nos perdoou e nos purificou, então, devemos dar a questão por encerrada e não perder mais tempo com lamentações que para nada mais servem.</p>
<p>E, graças a Deus, o esquecimento súbito de nosso conhecido passado não nos deixa com um vazio. Longe disso. O bendito Espírito Santo de Deus corre para ocupar o lugar vazio deixado por nossos pecados e falhas, trazendo consigo toda novidade de vida. Uma nova vida, uma nova esperança, novas alegrias, novos interesses, uma nova obra significativa e, o melhor de todas as coisas, um novo e suficiente objeto para o qual voltar o olhar arrebatador de nossa alma. Deus agora enche o jardim restaurado, e não há razão para termos medo de caminhar e comungar com Ele no frescor do dia.</p>
<p>Bem aqui está o ponto de fraqueza de muitos cristãos atualmente. Não aprendemos o que devemos enfatizar. Em particular, não entendemos que fomos salvos para conhecer Deus, entrar em Sua presença repleta de milagres pelo novo e vivo caminho e permanecer nela eternamente. Fomos chamados para uma eterna preocupação em relação a Deus. O Deus Trino, com todo o Seu mistério e majestade, é nosso e somos dEle,e a eternidade não será longa o suficiente para experimentarmos tudo o que Ele é em termos de bondade, santidade e verdade.</p>
<p>Nos céus, a adoração extasiada da Divindade não cessa nem de dia nem de noite. Professamos estar a caminho deste lugar; não devemos começar agora a adorar na terra como adoraremos no céu?</p>
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		<title>Comunhão, uma necessidade (J. I. Packer)</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Oct 2010 15:57:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunhão]]></category>
		<category><![CDATA[J. I. Packer]]></category>
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		<category><![CDATA[comunhão]]></category>

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		<description><![CDATA[O que impede a comunhão? Quatro coisas, pelo menos. O primeiro obstáculo é a auto-suficiência. Não pode haver comunhão enquanto as pessoas não percebem que dependem umas das outras para receberem ajuda espritual. Uma atitude de auto-suficiência espiritual pode refletir o estado de morte espiritual do não-convertido, para quem todas as coisas espitiuais parecem irreais; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que impede a comunhão? Quatro coisas, pelo menos.</p>
<p>O primeiro obstáculo é a auto-suficiência. Não pode haver comunhão enquanto as pessoas não percebem que dependem umas das outras para receberem ajuda espritual. Uma atitude de auto-suficiência espiritual pode refletir o estado de morte espiritual do não-convertido, para quem todas as coisas espitiuais parecem irreais; ou pode refletir a miopia espiritual de crentes indolentes (cf. Hb 5.12 ss.; Rm 12.1-3) , os quais podem ser até mesmo velhos na fé. Esta atitude também pode ser a racionalização de alguém que, pelo orgulho, pelo senso de culpa ou pela hipocrisia consciente, ou mesmo por todos esses três defeitos, não está disposto a compartilhar suas necessidades espirituais e a pedir a ajuda de outros. Porém, qualquer que seja a causa, a auto-suficiência exclui a comunhão desde o seu início.</p>
<p>O segundo obstáculo é o formalismo. Alguns compreendem que a comunhão cristã se resume em envolver-se na adoração pública com uma postura correta, sobretudo na ocasião da Ceia do Senhor, e evitam qualquer comunhão mais íntima. Essa atitude tem diminuído em nossos dias, especialmente através do informalismo do movimento carismático, embora haja lugares onde ela persiste. Uma vívida adoração litúrgica, certamente é comunhão cristã, mas esta não se limita à adoração litúrgica, e eu espero que isto já esteja claro para meus leitores.</p>
<p>O terceiro obstáculo é a amargura, que se expressa por constantes atitudes de hostilidade. Hebreus 12.15 nos adverte sobre a perturbação que uma raiz de amargura pode causar. A amargura parece derivar-se mais freqüentemente do orgulho ferido e da malícia defensiva, de algum senso de injustiça, de maus tratos ou de traição, ou então da inveja que se ressente em face dos dons, da posição ou do sucesso de outrem. A inveja, em particular, torna-se uma raiz oculta de amargura, expremindo-se em controvérsias, em frieza pessoal, em maledicência (que alguém definiu como a arte de confessar os pecados alheios), em protesto ou em divisionismo. Na comunhão autêntica, cujo alvo é tornar a outra pessoa mais hábil para Deus, há um lugar próprio para crítica construtiva. A crítica pode ser exigida pelo amor, como os pais o sabem, mas ela precisa ser construtiva, e não destrutiva, oferecida com gentileza e restrição, por alguém que esteja consciente de ser ele mesmo um pecador e que reconhece que todos nós aceitamos bem pouco qualquer crítica. Entretanto, quando o motivo por trás da crítica é a amargura, ela acontecerá de modo arrogante e desenfreado, que nega comunhão, ao invés de promovê-la.</p>
<p>O quarto obstáculo é o elitismo, uma atitude de superioridade que produz &#8220;panelinhas&#8221; alicerçadas sobre o exclusivismo. Trata-se de uma imitação satânica da verdadeira comunhão, da qual nada é excluído, exceto a incredulidade. Quando grupos superentusiasmados se reúnem para formar associações baseadas em pequenas peculiaridades doutrinárias ou na atração magnética de um líder, o orgulho sobressai e a comunhão definha. Essa lista de obstáculos à comunhão poderia ser mais minuciosa, mas sem dúvida não há necessidade disso.</p>
<p>(Extraído do livro <em>Vocábulos de Deus</em>, J. I. Packer, pg. 181, Editora Fiel)</p>
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		<title>As armadilhas de nosso inimigo (Thomas Spencer)</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Oct 2010 01:57:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida cristã]]></category>
		<category><![CDATA[satanás]]></category>
		<category><![CDATA[tentação]]></category>

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		<description><![CDATA[O camaleão, quando está na grama para pegar moscas e gafanhotos, toma a cor da grama, assim como o pólipo fica da cor da rocha sob a qual se esconde, de modo que o peixe pode ousadamente chegar perto dele sem qualquer suspeita de perigo. Da mesma maneira, Satanás se transforma na forma que menos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O camaleão, quando está na grama para pegar moscas e gafanhotos, toma a cor da grama, assim como o pólipo fica da cor da rocha sob a qual se esconde, de modo que o peixe pode ousadamente chegar perto dele sem qualquer suspeita de perigo. Da mesma maneira, Satanás se transforma na forma que menos tememos e coloca diante de nós objetos de tentação que são os mais agradáveis à nossa natureza e, assim, pode logo nos aproximar de sua rede. Ele navega com qualquer vento e nos leva para aquele caminho em que nos inclinamos para a fraqueza da natureza humana. Nosso conhecimento nos assuntos da fé é deficiente? Ele, então, nos tenta ao erro. Nossa consciência é frágil? Ele nos tenta ao perfeccionismo e à muita precisão. Nossa consciência é muito larga, como a linha eclípitca? Ele nos tenta à liberdade carnal. Somos pessoas de espírito ousado? Ele nos tenta à presunção. Somos medrosos e temerosos? Ele nos tenta ao desespero. Temos uma disposição flexível? Ele nos tenta à inconstância. Somos rígidos? Ele trabalha para fazer de nós heréticos, cismáticos e rebeldes obstinados. Somos de temperamento austero? Ele nos tenta à indulgência e à pena tolas. Somos quentes em questões de religião? Ele nos tenta ao zelo e à superstição cegos. Somos frios? Ele nos tenta à mornidão laodicense. Assim, ele coloca suas armadilhas para, de um modo ou de outro, nos enlaçar.</p>
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		<title>A Parábola do Filho Pródigo (Dr. David Martin Lloyd-Jones)</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Oct 2010 01:50:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;E disse: Um certo homem tinha dois filhos. E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte da fazenda que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda. E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua e ali desperdiçou a sua fazenda, vivendo dissolutamente. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;E  disse: Um certo homem tinha dois filhos. E o mais moço deles disse ao  pai: Pai, dá-me a parte da fazenda que me pertence. E ele repartiu por  eles a fazenda. E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando  tudo, partiu para uma terra longínqua e ali desperdiçou a sua fazenda,  vivendo dissolutamente. E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra  uma grande fome, e começou a padecer necessidades. E foi e chegou-se a  um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos a  apascentar porcos. E desejava encher o seu estômago com as bolotas que  os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada. E, caindo em si, disse:  Quantos trabalhadores de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço  de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai,  pequei contra o céu e perante ti. Já não sou digno de ser chamado teu  filho; faze-me como um dos teus trabalhadores. E, levantando-se, foi  para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de  íntima compaixão, e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço, e o beijou. E o  filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti e já não sou  digno de ser chamado teu filho. Mas o pai disse aos seus servos: Trazei  depressa a melhor roupa, e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão e  sandálias nos pés, e trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos e  alegremo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu; tinha-se  perdido e foi achado. E começaram a alegrar-se. E o seu filho mais velho  estava no campo; e, quando veio e chegou perto de casa, ouviu a música e  as danças. E, chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo. E  ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o  recebeu são e salvo. Mas ele se indignou e não queria entrar. E, saindo  o pai, instava com ele. Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te  sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me  deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos. Vindo, porém, este  teu filho, que desperdiçou a tua fazenda com as meretrizes, mataste-lhe  o bezerro cevado. E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e  todas as minhas coisas são tuas. Mas era justo alegrarmo-nos e  regozijarmo-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu; tinha-se  perdido e foi achado” (Lucas 15:11-32).</p>
<p>Não  há parábola ou discurso de nosso Senhor que seja tão conhecido e tão  popular como a parábola do filho pródigo. Nenhuma outra parábola é citada com mais freqüência em discussões religiosas, ou mais usada para apoiar várias teorias ou controvérsias em relação a este assunto. E é verdadeiramente espantoso e admirável quando observamos as inumeráveis formas em que ela é usada, e a infinita variedade de conclusões a que afirmam que ela leva. Todas as escolas de pensamentos parecem ter uma  reivindicação sobre a mesma: ela é usada para provar toda espécie de  teorias e idéias opostas, que combatem umas às outras e que se excluem  mutuamente. É bastante claro, portanto, que a parábola pode facilmente  ser manipulada ou mal interpretada. Como podemos evitar esse perigo?  Quais os princípios que devem nos orientar quando a interpretamos?  Pessoalmente creio que há dois principais fundamentais que devem ser  observados, e que se observados, garantirão uma interpretação correta.</p>
<p>O primeiro principio é que sempre devemos nos precaver do perigo de  interpretar qualquer passagem das Escrituras de uma forma que entre em  conflito com o ensino geral da Bíblia. O Novo Testamento deve ser  examinado como um todo. É uma revelação completa e integral, dada por Deus através dos Seus servos &#8211; uma revelação que foi dada em partes que,  unidas, formam uma unidade completa. Portanto, não há contradições  entre essas várias partes, não há conflito nem passagens ou declarações  irreconciliáveis. Isso não significa que podemos entender cada uma de  suas declarações. O que estou dizendo é que não há contradição nas Escrituras e sugerir que os ensinos de Jesus Cristo e de Paulo, ou os  ensinos de Paulo e dos demais apóstolos não concordam entre si é  contrário a todas as reivindicações do Novo testamento em si, e as  reivindicações da Igreja através dos séculos, até o levantamento da chamada escola da alta crítica, há cerca de cem anos . Não preciso abordar a questão aqui. Basta dizer que são apenas os críticos mais  superficiais, os que agora estão ultrapassando em muitos anos, que ainda  tentam defender uma antítese entre o que chamam de “a religião de  Jesus” e a “fé do apóstolo Paulo”. Escrituras devem ser comparadas com Escrituras. Cada teoria que desenvolvemos deve ser testada pelo conjunto geral de doutrinas e dogmas da Bíblia toda, e que foi definido pela  Igreja. Se esta regra fosse lembrada e observada, a maioria das heresias jamais teria surgido.</p>
<p>O segundo principio é um pouco mais específico: sempre devemos evitar o perigo de chegar a conclusões negativas a respeito dos ensinos de uma  parábola. Isso não se aplica somente a esta parábola em particular, mas a toda as parábolas. Uma parábola nunca tem o propósito de ser um esboço  completo da verdade. Seu objetivo é comunicar uma grande lição, ou  apresentar um grande aspecto de uma verdade positiva. Sendo esse o seu  objetivo e propósito, nada é mais tolo do que chegar a conclusões  negativas a respeito de uma parábola. A omissão de certas coisas numa parábola não tem qualquer significado particular. Uma parábola é importante e significativa por causa daquilo que ela diz, e não devido  às coisas que não diz. O seu valor é exclusivamente positivo, e de forma  alguma negativo. Ora, digo a vocês que a desconsideração desta simples regra tem sido responsável pela maioria das estranhas e fantásticas  teorias e idéias supostamente desenvolvidas a partir desta parábola do filho pródigo. É impressionante que tal coisa tenha sido possível, pois  se aquele que fizeram isso tão-somente tivessem examinado as outras duas parábolas que encontramos neste mesmo capítulo, teriam compreendido  imediatamente até que ponto seus métodos foram injustificáveis. Porque  então, não tiraram delas também conclusões negativas? E igualmente com todas as outras parábolas?</p>
<p>Mas, à parte disso, como é ridículo e ilógico, basear e estabelecer nosso sistema de doutrina sobre algo que não é dito! É por demais desonesto!  Desonesto, porque ignora toda a autoridade, deixando-nos sem quaisquer padrões exceto nossos próprios preconceitos, desejos e imaginações. E  isso, repito, é o que tem sido feito com esta parábola com tanta  freqüência. Quero ilustrar isso, lembrando-lhes de algumas das falsas conclusões tiradas desta parábola. Não seria esta parábola a qual se  referem constantemente quando tentam provar que idéias de justiça, juízo  e ira são completamente estranhas à natureza de Deus e aos ensinos de  Jesus a respeito dEle? “Não vemos nada aqui”, dizem, “acerca da ira do  pai, nem qualquer exigência de certos atos por parte do filho — somente  amor, puro amor, nada senão amor”. Este é um exemplo típico de uma  conclusão negativa tirada desta parábola. Só porque ela não apresenta um  ensino declarado sobre a justiça e ira de Deus, presumem que tais características não fazem parte da natureza de Deus. O fato de Jesus  Cristo enfatizar essas características em outros textos é completamente ignorado. Outro exemplo é o ensino de que esta parábola elimina a  absoluta necessidade de arrependimento. Ouvi falar de um pregador que tentou provar que o pródigo era um farsante, mesmo quando voltou para casa, que ele decidiu dizer algo que soasse bem, ainda que realmente não  viesse do seu coração, apenas para impressionar o pai, e que a repetição exata de suas palavras provava isso. O ponto crucial era que,  apesar de tudo isso, apesar da repetição hipócrita das palavras, ainda  assim o pai o perdoou. O argumento final desse pregador era que o pai  não disse uma palavra concernente ao arrependimento. Portanto, uma vez  que ele nada disse a respeito, não é importante; uma vez que o arrependimento não é ensinado nem enfatizado pelo pai, isso significa  que arrependimento diante de Deus não importa!</p>
<p>Mas talvez a mais séria de todas as conclusões falsas é aquela que declara que não há necessidade de um mediador entre Deus e o homem e que a idéia  de expiação é estranha ao evangelho — a qual deve ser atribuída à mente  legalista de Paulo. “A parábola não faz qualquer menção”, dizem, “de  alguém entre o pai e o filho. Nenhuma referência é feita sobre outra  pessoa pagando um resgate, ou fazendo uma expiação; vemos apenas uma  interação direta entre o pai e o filho, resultante apenas da volta do  filho daquela terra distante”. Desde que tais coisas não são mencionadas  ou enfatizadas de forma específica na parábola, essas pessoas concordam  que elas não são realmente importantes ou imprescindíveis. Como se o  objetivo de nosso Senhor nesta parábola fosse apresentar um esboço  completo de toda a verdade cristã, e não apenas ensinar um aspecto dessa  verdade. Certamente deve ser óbvio para você que, se um processo semelhante fosse aplicado a todas as parábolas, teríamos um completo caos, e enfrentaríamos uma multidão de contradição!</p>
<p>O  propósito de uma parábola, então, é nos apresentar e ensinar uma grande verdade positiva. E se há um caso em que isso deve ser claro e  evidente, é no caso desta parábola. Não é por acaso que ela é parte de uma série de três parábolas. Nosso Senhor parece ter feito um esforço  especial para nos proteger do perigo ao qual estou referindo. Contudo,  mesmo à parte disso, a chave de tudo nos é oferecida nos dois primeiros versículos do capítulo, que nos fornecem o contexto essencial. “E  chegavam-se a ele os publicamos para o ouvir. E os fariseus e os  escribas murmuravam, dizendo: este recebe pecadores, e come com eles”.  Então se seguem estas três parábolas, obviamente com o objetivo de  tratar dessa situação específica, e responder às objeções dos escribas  e fariseus. E, como se desejasse acrescentar uma ênfase especial, nosso Senhor apresenta uma certa moral ou conclusão ao término de cada  parábola. O elemento principal, certamente, é que há esperança para todos que o amor de Deus alcança, até mesmo publicanos e pecadores. A  gloriosa verdade que brilha nesta parábola, e que o Senhor quer gravar  em nós, é o maravilhoso amor de Deus, seu escopo e sua extensão; e isso é feito especialmente em contraste com as idéias dos fariseus e dos  escribas sobre o assunto.</p>
<p>As primeiras duas parábolas têm o propósito de nos mostrar o amor de Deus expresso numa busca ativa do pecador, esforçando-se por encontrá-lo  resgatá-lo; e elas nos mostram a alegria de Deus e de todas as hostes  celestiais quando uma única alma é salva. E então chegamos a esta  parábola do filho pródigo. Por que ela foi acrescentada? Por que essa  elaboração suplementar? Por que um homem, em vez de uma ovelha ou moeda  perdida? Certamente pode haver uma resposta. As primeiras duas parábolas  enfatizam unicamente a atividade de Deus sem nos dizer coisa alguma a  respeito das ações, reações ou condições do pecador; porém esta parábola  é apresentada para realçar esse aspecto e esse lado da questão, para  que ninguém seja tolo ao ponto de pensar que todos seremos salvos automaticamente pelo amor de Deus, assim como a ovelha e a moeda foram  encontradas. O ponto fundamental ainda é o mesmo, mas sua aplicação aqui  se torna mais direta e mais pessoal. Qual, então é o ensino desta  parábola, qual é a sua mensagem para nós hoje? Vamos examiná-la à luz dos seguintes parâmetros.</p>
<p>A primeira verdade que ela proclama é a possibilidade de um novo começo, a possibilidade de um novo início, uma nova oportunidade, uma nova  chance. O próprio contexto e cenário da parábola, como já mencionei, demonstra isso com perfeição. Foi porque eles sentiram e viram isso em  Seus ensinos que os publicanos e pecadores “chegavam-se a ele para  ouvir” — pois sentiam que havia uma oportunidade até mesmo para eles e  que nos ensinos desse homem havia uma nova e viva esperança. E até mesmo  os fariseus e os escribas viram exatamente a mesma coisa. O que  irritava era que o Senhor tivesse qualquer tipo de associação com os  publicanos e pecadores. Eles sempre tinham considerado tais pessoas como  irrecuperáveis, sem qualquer esperança de redenção. Essa era a opinião  ortodoxa de tais pessoas. Eram consideradas tão irremediáveis que eram  totalmente ignoradas. A religião era para pessoas boas e nada tinha a  ver com os que eram maus, e certamente nada tinha a lhes dar, nem  aconselhava que boas pessoas se misturassem com os maus, tratando-os com  bondade e oferecendo-lhes novas possibilidades. Então os ensinos de  Senhor irritavam os fariseus e os escribas. Para eles qualquer um que  visse possibilidade ou esperanças para um publicano ou pecador devia ser  um blasfemo, e estava totalmente errado. Exatamente o mesmo ponto surge  na parábola, nas diferentes atitudes do pai e do irmão mais velho para  com o pródigo — não como ele devia ser recebido de volta, mas se ele devia ser recebido de volta, ou se merecia alguma coisa.</p>
<p>Isso, então é o que se salienta imediatamente. Existe a possibilidade de um novo começo, e isso para todos, mesmo para aqueles que parecem estar  além de toda esperança. Não podia haver caso pior do que o do filho  pródigo. Todavia até mesmo ele pode começar de novo. Ele chegara ao fim  de si mesmo, tinha tocado os limites máximos da degradação, caindo tanto  que não podia descer mais! Não há quadro mais desesperador do que o  desse jovem, num país distante, em meio aos porcos, sem dinheiro e sem  amigos, desesperançado e miserável, abandonado e desalentado. Mas até  mesmo ele tem a oportunidade de um novo início; até mesmo ele pode começar outra vez. Há um ponto decisivo que pode resultar em êxito e  felicidade, até mesmo para ele. Que evangelho abençoado, especialmente  num mundo como o nosso! Que diferença a vida de Jesus Cristo operou! Ele  trouxe nova esperança para a humanidade. Nada demonstra e prova mais o  fato de que o evangelho de Jesus Cristo realmente é a única filosofia de  vida otimista oferecida ao homem, do que publicanos e pecadores se  chegarem a Ele para ouvi-lO. E a mensagem que ouviram, como nesta  parábola do filho pródigo, era algo inteiramente novo.</p>
<p>Mas quero que observem que isso não só era novo para os judeus e os seus  líderes, mas também para o mundo todo. A esperança estendida pelo  evangelho aos mais vis e desesperados não só contrariava o miserável  sistema dos judeus, mas também a filosofia dos gregos. Aqueles grandes  homens tinham desenvolvido suas teorias e filosofias; todavia nenhum  deles tinha algo a oferecer aos derrotados e liquidados. Todos exigiam  um certo nível de inteligência, integridade moral e pureza. Todos  requeriam muito da natureza humana à qual se dirigiam. Também não eram  realistas. Escreviam e falavam de forma altamente intelectual e  fascinante a respeito de suas utopias e suas sociedades ideais, mas  deixavam a humanidade exatamente na mesma situação. Eram totalmente  alienados à vida diária do homem comum. As únicas pessoas que podiam  tentar colocar em prática seus métodos idealistas e humanísticos para  resolver os problemas da vida eram os ricos e os desocupados, e mesmo  estes invariavelmente descobriam que esses métodos não funcionavam. Não  havia, como nunca houvera antes, qualquer esperança para os desesperados  do mundo antes da vinda de Jesus Cristo. Ele foi o único que proclamou a  possibilidade de um novo começo.</p>
<p>Ora, esse ensino não era novo apenas naquela época, durante os Seus dias aqui na terra; ainda é novo hoje em dia. Ainda é surpreendente e  assombroso, e ainda espanta o mundo moderno tanto quanto espantou o  mundo antigo há quase dois mil anos atrás. O mundo continua sem  esperança e a filosofia que o controla ainda é profundamente pessimista.  E isso talvez possa ser percebido com maior clareza quando ele tenta  ser otimista, pois vemos que quando tenta nos confortar, ele sempre  aponta para o futuro com suas possibilidades desconhecidas, e nos diz  que no novo ano as coisas certamente serão melhores ou que de qualquer forma não podem piorar! E argumenta que a depressão já durou tanto que  certamente uma mudança da maré deve ser iminente! Alegra-se que um ano terminou e outro vai começar. Qual é o segredo de um novo ano? Seu  grande segredo está no fato de que nada sabemos a seu respeito! Tudo que  sabemos é ruim; daí tentarmos nos consolar contemplando o que nos é  desconhecido, imaginando que vai ser muito melhor. Ouçam também as suas  idéias e seus planos para melhorar a humanidade. Tudo o que pode dizer é  que está tentando tornar o mundo melhor para seus filhos, tentando edificar algo para o futuro e para a posteridade. Sempre no futuro! Nada  tem a oferecer no presente; sua única esperança é tornar as coisas  melhores para aqueles que ainda não nasceram. E quanto mais proclama  isso e tenta colocá-lo em pratica, mais hesitante se torna. Como prova,  basta compararmos a linguagem de 1875 com a de 1935 ou mesmo a de 1905 com a de 1935.</p>
<p>Pois  bem, se essa é a situação em relação à sociedade em geral, quanto mais  desesperada e irremediável ela é quando considerada num sentido mais  individual e pessoal! Que solução o mundo tem a oferecer para os  problemas que nos afligem? A resposta a essa pergunta pode ser vista nos  esforços frenéticos de homens e mulheres para tentarem resolver seus  problemas. E, no entanto, nada é mais evidente do que o fato que seus  esforços são inúteis e sempre fracassam. Ano após ano homens e mulheres  fazem novas revoluções. Compreendem que, acima de tudo, o que precisam é  de um novo começo. Decidem voltar as costas ao passado e virar uma nova  página — ou, às vezes, começam um novo livro! Esse é o seu desejo, essa  é sua firme decisão e intenção. Querem desvincular-se do passado, e por  algum tempo fazem o possível para isso, mas nunca permanecem no  intento. Ao poucos, inevitavelmente, voltam à sua velha posição e sua  antiga situação. E depois de algumas experiências assim, acabam  desistindo de tentar outra vez, e concluem que é tudo inútil. Lutam e se  esforçam por algum tempo, mas finalmente a fadiga e o cansaço os  vencem, a pressão e a força do mundo e suas filosofias parecem estar  totalmente do outro lado, e eles entregam os pontos. A posição parece  ser inteiramente sem esperança. Eu me pergunto: quantos, até mesmo aqui  neste culto hoje, sentem que estão nessa situação, de uma forma ou  outra? Meu amigo, você sente que perdeu o mundo, que se desviou?  Sente-se constantemente assediado pelo que “podia ter sido”? Sente que  está em tal situação, ou em tal posição, que não tem nenhuma esperança  de sair dela e endireitar-se novamente? Sente que esta tão longe daquilo  que devia ser e do que gostaria de ser, que não pode mais alcançá-lo?  Você sente que não tem mais esperança por causa de alguma situação que  está enfrentando, ou devido alguma complicação em que se envolveu, um  pecado que o domina, o qual não consegue vencer? Você já disse a si  mesmo: “Que adianta tentar outra vez? Já tentei tantas vezes antes, e  sempre fracassei; tentar outra vez só pode produzir o mesmo resultado.  Minha vida é uma confusão; perdi minha oportunidade e daí para frente  devo me contentar em fazer o melhor que posso na situação em que estou”. São estes os seus sentimentos e pensamentos? Já está convencido que  perdeu sua oportunidade na vida, que o que passou passou, e que se você  tivesse outra oportunidade tudo seria diferente, todavia isso é  impossível? É essa a sua posição? Coitado! Quantos estão em tal  situação? Como é infeliz e sem esperança a vida da maioria dos homens e  das mulheres! Como é triste! Ora, a primeira palavra do evangelho para  os que estão nessa situação é que eles devem erguer suas cabeças, que  nem tudo está perdido, que ainda há esperança, ainda há esperança de um  novo começo, aqui e agora, neste momento, sem qualquer relação com algo  imaginário e pertencente a um futuro desconhecido; mas algo que se  baseia num fato que se passou há quase dois mil anos atrás, o qual ainda  é tão poderoso hoje como era então. Até mesmo o pródigo tem esperança.  Há um ponto de retorno no caminho mais tenebroso e irremediável. Há um  novo começo oferecido até mesmo aos publicanos e pecadores.</p>
<p>Contudo, quero enfatizar em detalhes o que já mencionei de passagem: esta  mensagem do evangelho não é algo geral e vago como a mensagem do mundo, mas é algo que contém condições muito definidas. E é aqui que vemos com maior clareza porque nosso Senhor proferiu essa  parábola em acréscimo às outras duas. Para que possamos tirar proveito  desse novo começo oferecido pelo evangelho, precisamos observar os  seguintes pontos. Ouçam amigos, permitam que eu enfatize a importância  de fazermos isso! Se vocês simplesmente ficarem sentados, ouvindo e  permitindo que o quadro brilhante do evangelho os emocione, voltarão  para casa exatamente como chegaram aqui. Todavia, se observarem cada  ponto com cuidado, e o colocarem em prática, voltarão para casa como  pessoas totalmente diferentes. Se estão ansiosos por tirarem proveito da  nova esperança e do novo começo oferecido pelo evangelho, então devem  seguir suas instruções e seus métodos. Pois bem, quais são eles?</p>
<p>O primeiro é que devemos enfrentar nossa situação com franqueza e honestidade. É uma coisa estar numa posição má e difícil, outra coisa  completamente diferente é enfrentá-la com sinceridade. Este filho  pródigo estava numa situação péssima por muito tempo antes de chegar ao  ponto de realmente compreender isso. Uma pessoa não cai subitamente na  situação descrita aqui. Aquilo aconteceu aos poucos, quase sem que ele  percebesse. E mesmo depois que aconteceu, ele levou algum tempo para  percebê-lo. O processo é tão sutil e tão insidioso que a pessoa mal  percebe. Ela contempla seu rosto no espelho todas as manhãs e não nota  as mudanças que estão acontecendo. Somente alguém que não a vê com  freqüência pode notar os efeitos com mais clareza. E muitas vezes, quando começamos a sentir terrível realidade da nossa situação,  deliberadamente evitamos pensar a respeito. Colocamos tais pensamentos  de lado e nos ocupamos com outras coisas comentando: “Que adianta pensar  a respeito disso? Essa é a situação, acabou!” Ora, o primeiro passo no  caminho da volta, é enfrentar a situação com honestidade e franqueza.  Lemos que esse jovem “caiu em si”. Foi exatamente o que ele fez! Ele  enfrentou a situação, e o fez com sinceridade. Compreendeu que seus  problemas eram resultado exclusivo de sua próprias ações, que ele fora  um tolo, que não devia ter abandonado a casa de seu pai, e certamente  não devia tê-lo tratado da maneira que fizera. Ele olhou para si mesmo e  mal conseguiu acreditar no que viu! Olhou para os porcos e as bolotas à  sua volta. Encarou a situação de frente!</p>
<p>Meu  amigo, você já fez isso? Já olhou para si mesmo? Já pensou se todas as suas ações durante o ano que passou fossem colocadas no papel? E se  tivesse mantido um registro de todos os seus pensamentos e desejos, suas  ambições e imaginações? Você permitiria que isso fosse publicado sob  seu nome? O que você é hoje em comparação com o que foi no passado? Olhe  para suas mãos — estão limpas? E os seus lábios — são puros? Olhe para  seus pés — onde eles pisaram, que caminho percorreram? Olhe para si  mesmo! É realmente você? E então olhe à sua volta, para a sua posição e  os seu ambiente. Não fuja! Seja honesto! Do que você está se  alimentando? Comida ou bolotas lançadas aos porcos? Em que você tem  gastado seu dinheiro? Para que fins você usou dinheiro que talvez  devesse ser usado para alimentar sua esposa e filhos, ou vesti-los? Do  que você tem se alimentado? Olhe! É alimento próprio para ser humano?  Avalie o que você gosta. Enfrente-o com calma. É algo digno de uma  criatura criada por Deus, com inteligência e sabedoria? É coisa que pelo  menos honra o ser humano — quanto mais a Deus? É alimento de porcos, ou  é próprio para ser consumido por um seu humano? Não basta que você  apenas lamente a sua sorte ou se sinta miserável. Como acabou em tal  estado ou situação? Olhe para os porcos e as bolotas, e compreenda que é  tudo devido você ter abandonado a casa do seu pai, agindo  deliberadamente contra os ditames da sua própria consciência, deliberadamente zombando da religião e de todos os seus mandamentos e  princípios; tudo é resultado exclusivo de suas próprias decisões. A  situação em que se encontra hoje é conseqüência de suas próprias  escolhas, e de sua próprias ações. Enfrente isso e admita-o. Esse é o  primeiro passo essencial no caminho da volta.</p>
<p>O  passo seguinte é compreender que há somente Um a que você pode  recorrer, e somente uma coisa a fazer. Não preciso elaborar esse ponto  em detalhes, no que se refere ao filho pródigo, pois é bastante claro.  “Ninguém lhe dava nada”. Tentara de tudo, esgotara todos os seus  recursos e seus esforços, bem como os esforços de outras pessoas. Tudo  acabara para ele e ninguém podia ajudá-lo — exceto um. O pai! A última, a  única esperança. O evangelho sempre insiste que cheguemos a esse ponto.  Enquanto lhe resta um centavo que seja, o evangelho não o ajudara.  Enquanto tiver amigos, ou entidades às quais pode recorrer em busca de  ajuda, crendo que lhe darão assistência, o evangelho nada tem a lhe dar.  Naturalmente, enquanto o homem achar que pode se manter recorrendo a  qualquer um desses outros métodos, ele continuará tentando fazer isso. E  em nossa estimativa, o mundo ainda está longe da falência. Ele ainda  crê em seus métodos e em suas próprias idéias. E de que forma patética  nos agarramos a ele! Confiamos em nossa força de vontade e em nosso  próprio esforço. Recorremos aos “anos novos” do nosso calendário com se  ele pudessem fazer qualquer diferença em nossa situação! Buscamos a  ajuda de amigos e companheiros, de parentes e queridos. Ah, vocês estão  familiarizados com o processo, não só em seus esforços de acertar a sua  própria vida, mas também nos esforços de endireitar a vida de outros a  respeito de quem estão preocupados ou ansiosos. E assim continuamos até  termos esgotados os recursos. Como o pródigo, continuamos até nos  tornarmos frenéticos, e até ao ponto em que “ninguém nos dá nada”  Somente então é que nos voltamos para Deus. Oh que insensatez! Permitam  que eu estoure essa falácia aqui, e agora. Enfrentem-na com franqueza. Compreendam que todos os seus reforços vão falhar, como sempre falharam  até aqui. Entendam que a melhora será meramente transitória e  temporária. Parem de se enganar a si mesmos. Compreendam como é  desesperada a sua situação. E compreendam que existe somente um poder  que pode colocar suas vidas no caminho certo — o Poder do Deus  Todo-poderoso. Você podem continuar confiando em si mesmos e nos outros,  e se esforçando ao máximo. Mas daqui a um ano a sua situação não só  será a mesma, e sim muito pior. Somente Deus pode salvá-los.</p>
<p>No  entanto, ao se voltarem para Deus, vocês precisam compreender também  que nada podem pleitear diante dEle, exceto a Sua misericórdia e  compaixão. Quando o pródigo abandonou o lar, sua exigência foi: “Dá-me!”  “Ele exigiu seus direitos. Estava cheio de auto-confiança e até mesmo  presunção, sentindo que não estava recebendo tudo a que tinha direito.  “Dá-me”! Mas quando voltou para casa, o seu vocabulário mudou e o que  ele diz agora é : “Faz-me”. Anteriormente ele sentira que era “alguém” e  que estava na posição de exigir direitos inerentes e dignos de uma  pessoa como ele. Agora ele sente-se reduzido a nada e ninguém, e  compreende que sua maior necessidade é que algo seja feito de sua vida.  “Faz-me!”. Amigo, se você acha que tem qualquer direito de exigir perdão  de Deus, posso lhe assegurar que está perdido e condenado. Se sente que  Deus tem o dever e a obrigação de perdoá-lo, você certamente não será  perdoado. Se sente que Deus é severo e que está contra você, então é  culpado do maior de todos os pecados. Se ainda sente que é “alguém” e  que tem direito de dizer “dá-me”, você nada receberá além de miséria e  contónua desolação. Todavia, se compreender que pecou contra Deus e O  indignou, se sente que não passa de um verme, ou menos que isso, indigno  até de ser considerado um ser homem — quanto mais indigno de Deus! — se  sente que nada é, em vista da forma como se afastou dEle e Lhe voltou  as costas, ingnorando-O e zombando dEle, se se lançar diante dEle e da  sua misericórdia implorando-Lhe que na sua infinita bondade e amor, Ele  faça algo da sua vida, então tudo será diferente. Nunca foi a vontade de  Deus que você acabasse na situação em que esta. Foi contra a vontade  dEle que você se afastou. A decisão foi toda sua. Diga-lhe isso, e  confesse também que o que mais o preocupa e aflige não é apenas a  miséria que trouxe à sua própria vida, porém o fato de ter desobedecido a  Ele, insultando-O e ofendendo-O.</p>
<p>Então, tendo compreendido tudo isso, ponha-o em prática! Abandone a terra  distante. Sua presença neste culto significa que você se levantou dentre  os porcos e as bolotas. Mas afasta-te dessa terra longínqua. Faça-o!  Volte-se para Deus, busque a reconciliação com Ele! Tome uma decisão.  Entregue-se a Ele! Ouse confiar nEle! Como teria sido ridículo se o  filho pródigo tivesse limitado a pensar aquilo tudo, sem colocá-lo em  prática! Teria continuado na terra longínqua. Mas ele agiu. Pôs em  pratica a sua decisão. Cumpriu sua resolução. Voltou para o pai e  entregou-se à sua misericórdia e compaixão, e você precisa fazer o  mesmo, da forma como já indiquei.</p>
<p>E se fizer isso, descobrirá que no seu caso, como no caso do filho pródigo, haverá um novo começo para a sua vida, um novo princípio firme e sólido. O impossível acontecerá, e você ficará assombrado e maravilhado com o  que descobrirá. Não vou me deter na alegria e no gozo e na emoção disso tudo hoje, para que possa enfatizar a realidade desse novo começo que o  evangelho nos dá. Não é algo etéreo ou trivial. Não é uma simples questão de sentimentos ou emoções. Não é uma anestesia ou um sedativo  que amortece nossos sentidos, levando-nos a sonhar com um mundo  brilhante e feliz. É real, é verdadeiro. Em Jesus Cristo, um novo  começo, real e genuíno, é possível. E é possível somente através dele! A  grandeza do amor do pai nesta parábola não é expressada tanto em sua  atitude como no que ele fez. Amor não é um mero sentimento vago, ou uma  disposição geral. O amor é algo ativo! É a atividade mais dinâmica do  mundo, e transforma tudo. É por isso que também aqui somente o amor de  Deus pode realmente nos dar um novo começo, uma nova oportunidade. O  amor de Deus não se limita a falar sobre um novo começo: “Porque Deus  amou o mundo de tal maneira que deu&#8230;”.  O pai fez certas coisas pelo seu filho pródigo; e somente Deus pode  fazer por nós e para nós aquilo que nos levantará outra vez. Observemos  como Ele o faz. Oh, a maravilha do amor de Deus, que realmente faz novas  todas as coisas, o único que realmente pode fazer isso!</p>
<p>Observem  como o pai oblitera o passado. Ele vai ao encontro do filho como se nada tivesse acontecido, ele o abraça e beija como se sempre tivesse  sido zeloso e exemplar em toda sua conduta! E com que rapidez ordena aos  servos que removam os farrapos e andrajos da terra longínqua, e com  eles todos os traços e vestígios do seu passado pecaminoso. Com todas  essas ações ele apaga o passado de uma forma que mais ninguém poderia  fazer. Somente ele podia perdoar de fato, somente ele podia apagar o que  o filho fizera contra ele e contra a família; e ele o fez. Removeu  todos os traços do passado. E essa sempre é a primeira coisa que  acontece quando um pecador se volta para Deus da forma como estamos  descrevendo. Voltamo-nos para Ele esperando tão pouco quanto o pródigo,  cuja expectativa era que fosse feito um servo. Quão infinitamente Deus  transcende todas as nossas maiores expectativas quando Ele começa a  tratar conosco! Tudo que pedimos é alguma forma de começara outra vez.  Deus nos maravilha e surpreende com Sua primeira ação — obliterando todo  o nosso passado! E isso, enfim, é o que almejamos acima de tudo. Como  podemos ser felizes e livres em vista do nosso passado? Mesmo que não  cometamos mais certas ações ou um certo pecado, o passado está presente e  sempre temos diante de nós o que fizemos. Esse é o problema. Quem pode  nos libertar do nosso passado? Quem pode apagar do livro da nossa vida  aquilo que já fizemos? Há somente Um! E Ele pode fazê-lo! O mundo tenta  me persuadir que não importa, que posso voltar as costas ao passado e  esquecê-lo. Mas eu não posso esquecer — ele sempre me volta à lembrança.  E me lança em miséria e desespero. Posso tentar de tudo, porém meu  passado permanece um fato sólido, terrível, medonho. Há alguma forma de  me livrar dele? Algum modo de apagá-lo? Há somente um que pode removê-lo  dos meus ombros. Eu só posso ter certeza que meus farrapos e andrajos  se foram quando os vejo na Pessoa de Jesus Cristo, o Filho de Deus, que  os tomou sobre Si e Se fez maldição em meu lugar. O Pai mandou que Ele  tirasse de sobre mim os meus farrapos, e Ele o fez. Ele levou minha  iniqüidade, e Se vestiu e cobriu com meu pecado. Ele o tirou, lançando-o  no mar doesquecimento de Deus. E quando eu compreendo e creio que Deus  em Cristo não só perdoou meu passado, mas também o esqueceu, quem sou eu  para procurar por ele e tentar encontrá-lo? Minha única consolação,  quando considero o passado, é lembrar que Deus o apagou. Ninguém mais  podia fazer isso. Mas Ele o fez. E este é o primeiro passo essencial  para um novo começo. O passado precisa ser apagado; e ele é apagado em  Cristo e em Sua morte expiatória.</p>
<p>Todavia,  para ter um começo realmente novo, mais uma coisa é necessária. Não  basta que todos os traços do meu passado sejam removidos. Preciso de  algo no presente. Preciso ser vestido, necessito de algo que me cubra.  Preciso de confiança para começar outra vez e para enfrentar a vida, as  pessoas e os problemas que fazem parte dela. Embora o pai tenha corrido  ao encontro do filho e o beijado, isso por si só não lhe teria dado  segurança. Ele saberia que todos veriam os andrajos e a lama. Por essa  razão, o pai não se limitou a isso. Ele vestiu o rapaz com roupas dignas  de um filho, com todas as provas externas dessa posição. Anunciou a todos que seu filho retornou, e o vestiu de forma que o rapaz não se  sentisse envergonhado diante dos outros. Ninguém mais além do pai podia  fazer isso. Outros podiam ter ajudado o rapaz, mas somente o pai podia  restaurá-lo à sua posição de filho e prover tudo o que estava associado a  ela.</p>
<p>Exatamente o mesmo acontece quando nos voltamos para Deus. Ele não só nos perdoa e  apaga nosso passado, mas também nos torna filhos. Ele nos dá uma nova  vida e novo poder. E Ele lhe dará tal certeza do Seu amor, meu amigo,  que você poderá olhar para os outros sem qualquer sentimento de vergonha. Ele o vestirá com o manto da justiça de Cristo, e não só lhe  dirá que o vê como filho, mas na verdade fará com que sinta que  realmente o é. Quando olhar para si mesmo, você nem sequer se  reconhecerá! Olhará para o seu corpo e verá esse manto de valor  inestimável, olhará para os seus pés e os verá calçados de sandálias novas, olhará para sua mão e verá o anel, o selo do amor de Deus. E  quando fizer isso, sentirá que pode enfrentar o mundo todo de cabeça  erguida, sim, e poderá enfrentar o diabo e todos os poderes que o  enganaram no passado e que arruinaram a sua vida. Sem essa posição e  confiança, um novo começo não passa de um produto da imaginação. O mundo tenta limpar suas velhas vestes, buscando dar-lhes uma aparência  respeitável. Somente Deus, em Cristo pode nos vestir com um manto novo, e  realmente nos tornar fortes. Que o mundo tente apontar o dedo para nós,  querendo trazer à tona o nosso passado! Que tente lançar seus piores  estrategemas contra nós! Basta que olhemos para o manto, as sandálias e o  anel, e saberemos que tudo está bem.</p>
<p>E  se você ainda requer uma prova clara da realidade de tudo isso, ela  pode ser encontrada no fato que até mesmo o mundo tem de reconhecer que é  verdade. Ouça as palavras do servo, falando com o irmão mais velho. O  que ele diz? “Um homem de aparência estranha, em andrajos, apareceu aqui  hoje?” Não! “Veio o teu irmão”. Como ele soube que era o irmão? Ah, ele  vira as ações do pai e ouvira suas palavras! Ele jamais teria  reconhecido o filho, porém o pai o reconheceu, mesmo à distancia. O pai o  reconheceu! E Deus reconhece você, e quando você se volta para Ele e  permite que Ele o vista, todos ficarão sabendo. Até mesmo o irmão mais  velho ficou sabendo. Era a última coisa que ele queria saber, mas os  cânticos e os sons de júbilo e alegria não deixavam dúvidas quanto à  conclusão inevitável. Ele estava por demais aviltado para dizer “meu  irmão”, no entanto, até mesmo ele teve que dizer: “Este teu filho”. Não  passou prometer que todos o amarão, que falarão bem a seu respeito se  entregar sua vida a Deus em Cristo. Muitos certamente o odiarão, e o  perseguirão zombando de você e fazer muitas outras coisas contra você,  mas, ao fazerem isso, estarão na verdade testemunhando que eles também  perceberam que você é uma nova pessoa, que sua vida foi renovada e  recebeu a oportunidade de um novo começo.</p>
<p>O que mais você requer?</p>
<p>Aqui  está a oportunidade para um começo realmente novo. É o único meio. O  próprio Deus o tornou possível, enviando Seu Filho unigênito a este  mundo, para viver, morrer, e ressuscitar. Não importa o que você tenha  sido no passado, nem o que é no momento. Basta que se volte para Seus,  confessandp seu pecado contra Ele, lançando-se sobre Sua misericórdia em  Cristo Jesus, reconhecendo que somente Ele pode salvar e guardar você, e  descobrirá que.</p>
<p>&#8220;O passado será esquecido<br />
Gozo dado no presente,<br />
Graça futura prometida —<br />
E uma coroa de glória no céu.<br />
Venha! Amém.&#8221;</p>
<p>(Sermão pregado em 6 de janeiro de 1935)</p>
<p>Fonte: D.M. Lloyd-Jones, <em>Sermões Evangelísticos</em>, Editora PES.</p>
<p>Este artigo é parte integrante do portal Monergismo.</p>
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		<title>Citação</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Sep 2010 19:02:42 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Calvino]]></category>
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		<description><![CDATA[Seja o que for que Deus tenha que fazer, inquestionavelmente o fará, se ele o tiver prometido. João Calvino]]></description>
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<p>João Calvino</p>
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		<title>Desperdice Seu Câncer (John Piper)</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Sep 2010 16:36:12 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[16 de fevereiro de 2006 Estou escrevendo estas palavras na véspera da cirurgia do câncer na minha próstata. Creio no poder de Deus para curar — por meio de um milagre e da medicina. Sei que é certo e bom orar pelos dois tipos de cura. O câncer não é desperdiçado ao ser curado por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>16 de fevereiro de 2006</p>
<p><em>Estou escrevendo estas palavras na véspera da  cirurgia do câncer na minha próstata. Creio no poder de Deus para curar —  por meio de um milagre e da medicina. Sei que é certo e bom orar pelos  dois tipos de cura. O câncer não é desperdiçado ao ser curado por Deus.  Ele recebe a glória — e isto porque o câncer existe. Então, não orar  pela<img src="http://www.batistadagraca.net/images/john_piper.gif" alt="" hspace="8" vspace="2" width="144" height="190" align="right" /> cura pode desperdiçar seu câncer. Mas a cura não é o plano de Deus para  todos. E existem muitas outras formas de desperdiçar seu câncer. Estou  orando por mim e por você, para que não desperdicemos esta dor. </em></p>
<p><strong>1. Você desperdiçará seu câncer caso não creia que isto foi planejado por Deus </strong></p>
<p>Não diga que Deus apenas usa nosso câncer, mas  que não o planeja. O que Deus permite, ele o faz por uma razão. E está  razão é sua vontade. Se Deus prevê desenvolvimentos moleculares  tornando-se cancerígenos , ele pode deter isto ou não. Se não, ele tem  um propósito. Por ser infinitamente sábio, é correto chamar este  propósito de plano. Satanás é real e causa muitos prazeres e dores. Mas  ele não é a causa última . Assim , quando ele atacou Jó com úlceras (Jó  2:7), Jó atribuiu-as a Deus (2:10), e o escritor inspirado concorda: “e o  consolaram de todo o mal que o Senhor lhe havia enviado” (Jó 42:11). Se  você não crê que seu câncer lhe foi planejado por Deus, você o  desperdiçará.</p>
<p><strong>2. Você desperdiçará seu câncer caso creia que ele é uma maldição, e não uma bênção </strong></p>
<p>“Portanto, agora nenhuma condenação há para os  que estão em Cristo Jesus” ( Romanos 8:1). “Cristo nos resgatou da  maldição da lei, fazendo-se maldição por nós ” (Gálatas 3:13). “Contra  Jacó, pois, não há encantamento , nem adivinhação contra Israel” (  Números 23:23). “Porquanto o Senhor Deus é sol e escudo; o Senhor dará  graça e glória; não negará bem algum aos que andam na retidão.” (Salmos  84:11)</p>
<p><strong>3. Você desperdiçará seu câncer caso procure conforto em suas chances em vez de procurá-lo em Deus </strong></p>
<p>O plano de Deus em relação ao seu câncer não é  treiná-lo no cálculo de chances racionalista e humano . O mundo consegue  conforto em estatísticas . Os cristãos não . Alguns contam seus carros  (porcentagens de sobrevivência) e outros contam seus cavalos (efeitos  colaterais do tratamento), mas nós confiamos no nome do Senhor, nosso  Deus (Salmos 20:7). O plano de Deus é claro em 2Coríntios 1:9: “portanto  já em nós mesmos tínhamos a sentença de morte , para que não  confiássemos em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos”. O objetivo  de Deus relativo ao seu câncer (entre várias outras coisas boas) é  derrotar a autoconfiança em nosso coração para podermos descansar  completamente nele.</p>
<p><strong>4. Você desperdiçará seu câncer caso se recuse a pensar na morte </strong></p>
<p>Todos nós morreremos caso Jesus não retorne em  nossos dias. Não pensar sobre como seria deixar esta vida e encontrar  Deus é tolice . Eclesiastes 7:2 diz: “Melhor é ir à casa onde há luto do  que ir à casa onde há banquete ; porque naquela se vê o fim de todos os  homens , e os vivos o aplicam ao seu coração”. Como você pode aplicar  esta verdade a seu coração se não pensa nela? Salmos 90:12 diz:  “Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos  corações sábios”. Contar seus dias significa pensar sobre quão poucos  eles são e que terminarão. Como você conseguirá um coração sábio se você  se recusa a pensar nisto? Que desperdício , caso não pensemos sobre a  morte.</p>
<p><strong>5. Você desperdiçará seu câncer caso pense que “vencê-lo” significa sobreviver e não aproximar-se de Cristo . </strong></p>
<p>Os planos de Deus e os planos de Satanás para seu  câncer não são os mesmos. Satanás deseja destruir seu amor por Cristo.  Deus planeja aprofundá-lo. O câncer não vencerá se você morrer, apenas  se falhar em aproximar-se de Cristo. O plano de Deus é privá-lo do  alimento do mundo e satisfazê-lo com a suficiência de Cristo. Isto tem o  objetivo de ajudá-lo a dizer e a sentir: “tenho também como perda todas  as coisas pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor”.  E saber, portanto, que “o viver é Cristo, e o morrer é lucro”  (Filipenses 3:8; 1:21).</p>
<p><strong>6. Você desperdiçará seu câncer caso gaste muito tempo lendo sobre o câncer e não o suficiente a respeito de Deus </strong></p>
<p>Não é errado ler sobre o câncer . Ignorância não é  virtude. Mas, o desejo de saber mais e mais, e a falta de zelo pelo  conhecimento contínuo de Deus é sintomático no incrédulo . O objetivo do  câncer é acordar-nos para <em>a realidade de Deus</em>, colocar sensações e força no mandamento “Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor” (Oséias 6:3), acordar-nos para <em>a verdade de Daniel 11:32 </em>: “O povo que conhece ao seu Deus se tornará forte, e fará proezas”, <em>tornar-nos carvalhos indestrutíveis e firmes </em>:  “antes tem seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e  noite. Pois será como a árvore plantada junto às correntes de águas, a  qual dá o seu fruto na estação própria, e cuja folha não cai; e tudo  quanto fizer prosperará.” ( Salmos 1:2,3). Que desperdício lermos dia e  noite sobre o câncer e nada a respeito de Deus .</p>
<p><strong>7. Você desperdiçará seu câncer caso se isole em vez de aprofundar seus relacionamentos manifestando afeição </strong></p>
<p>Quando Epafrodito trouxe os presentes enviados  pela igreja de Filipos para Paulo, ele ficou doente e quase morreu.  Paulo diz aos filipenses: “porquanto ele tinha saudades de vós todos, e  estava angustiado por terdes ouvido que estivera doente” (Filipenes  2:26). Que reação maravilhosa! Não diz que estavam angustiados porque  Epafrodito estava doente , mas que <em>ele </em>estava angustiado porque os filipenses <em>ouviram </em>que  ele estava doente. Este é o tipo de coração que Deus pretende criar com  o câncer: o coração profundamente afetivo e preocupado com as pessoas .  Não desperdice seu câncer voltando-se para si mesmo .</p>
<p><strong>8. Você desperdiçará seu câncer caso se entristeça como quem não tem esperança . </strong></p>
<p>Paulo usa esta expressão para designar pessoas  cujos entes queridos haviam morrido: “Não queremos, porém , irmãos , que  sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos  entristeçais como os outros que não têm esperança” (1Tessalonicenses  4:13). Existe tristeza na morte. Mesmo para o crente que morre, há uma  perda temporária — a perda do corpo, de entes queridos e do ministério  terreno. Mas a tristeza é diferente — é permeada pela esperança:  “desejamos antes estar ausentes deste corpo, para estarmos presentes com  o Senhor” (2Coríntios 5:8). Não desperdice seu câncer ficando triste  como quem não tem esta esperança .</p>
<p><strong>9. Você desperdiçará seu câncer caso trate o pecado tão normalmente quanto antes. </strong></p>
<p>Seus pecados freqüentes permanecem tão atrativos  quanto antes de você ter câncer? Se a resposta for afirmativa, então  você está desperdiçando seu câncer. O câncer foi planejado para destruir  o apetite pelo pecado. Orgulho, ganância, luxúria, ódio, falta de  perdão, impaciência, preguiça, procrastinação — todos estes são  adversários que o câncer deve atacar. Não pense apenas em lutar contra o  câncer. Pense também em usá-lo. Todas estas coisas são piores que o  câncer. Não desperdice o poder do câncer para esmagar estes adversários.  Deixe a presença da eternidade tornar os pecados temporais tão fúteis  como eles realmente são. “Pois, que aproveita ao homem ganhar o mundo  inteiro, e perder-se, ou prejudicar-se a si mesmo ?” (Lucas 9:25).</p>
<p><strong>10. Você desperdiçará seu câncer caso falhe em utilizá-lo como meio de testemunhar a verdade e a glória de Cristo . </strong></p>
<p>Os cristãos nunca se encontram em determinado  lugar por acidente. Existem razões para as quais somos levados onde  estamos. Considere o que Jesus diz sobre circunstâncias inesperadas e  dolorosas: “Mas antes de todas essas coisas vos hão de prender e  perseguir, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, e conduzindo-vos à  presença de reis e governadores, por causa do meu nome. Isso vos  acontecerá para que deis testemunho” (Lucas 21:12-13). Assim também é  com o câncer. Essa será uma oportunidade para testemunhar. Cristo é  infinitamente digno. Aqui está uma oportunidade de ouro para mostrar que  Jesus vale mais que a vida . Não a desperdice.</p>
<p>Lembre-se de que você não foi deixado  sozinho; terá a ajuda necessária: “Meu Deus suprirá todas as vossas  necessidades segundo as suas riquezas na glória em Cristo Jesus”  (Filipenses 4:19).</p>
<p>Tradução: Josaías Júnior</p>
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