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	<title>Campos de Boaz &#187; Família</title>
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	<description>colheita do que Cristo, o Boaz celestial, espalhou em seus campos</description>
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		<title>Culto doméstico</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Apr 2009 23:10:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[culto doméstico]]></category>
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		<description><![CDATA[Essa é uma prática antiga entre o povo de Deus, importante para manter famílias e igrejas firmes, mas, infelizmente, quase banida dos lares cristãos hoje. São muitas as razões (ou desculpas). Sei que não é tarefa fácil começar, manter e fazer atraente o culto doméstico, mas é necessário. Se imaginamos que nossos filhos um dia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Essa é uma prática antiga entre o povo de Deus, importante para manter famílias e igrejas firmes, mas, infelizmente, quase banida dos lares cristãos hoje. São muitas as razões (ou desculpas). Sei que não é tarefa fácil começar, manter e fazer atraente o culto doméstico, mas é necessário. Se imaginamos que nossos filhos um dia decidirão seguir o Senhor sem que nós O tenhamos apresentado como Alguém real, importante, vivo, agradável e que faz parte da vida de todo dia, estamos arriscando o destino (nessa vida e na próxima) deles.</p>
<p>Encontre hoje <a href="http://www.monergismo.com/textos/adoracao/CultoDomestico_Beeke.pdf" target="_blank"><strong>este arquivo em pdf</strong></a>, chamado &#8220;Culto Doméstico&#8221;, de Joel Beeke. Leia, estude e pratique. Seus filhos e sua família agradecerão pela eternidade.</p>
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		<title>Assuntos relacionados ao matrimônio e ao divórcio (Gino Iafrancesco Villegas)</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jan 2009 21:04:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Família]]></category>
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		<description><![CDATA[INTRODUÇÃO Tudo que é relacionado com o matrimônio e o divórcio são assuntos de suma importância, que não podem passar desapercebidos pela Igreja. Vamos tratá-los nesta ocasião, esquadrinhando a Palavra de Deus, pelo Seu Santo Espírito. Em nenhum momento pretendemos ser dogmáticos, porém mostrar nossa interpretação conforme à Bíblia. Procuremos, pois, deixar que a Palavra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="item_body" class="bodytext">
<div style="text-align: center;"><strong style="color: #000099;">INTRODUÇÃO<img class="alignright" src="http://i533.photobucket.com/albums/ee331/detudo/campos/costa-esmeralda.gif" alt="" width="300" height="242" /></strong></div>
<p class="style1">Tudo que é relacionado com o matrimônio e o divórcio são assuntos de suma importância, que não podem passar desapercebidos pela Igreja. Vamos tratá-los nesta ocasião, esquadrinhando a Palavra de Deus, pelo Seu Santo Espírito. Em nenhum momento pretendemos ser dogmáticos, porém mostrar nossa interpretação conforme à Bíblia. Procuremos, pois, deixar que a Palavra de Deus fale, e procuremos entender o que ela diz. Não devemos chegar a ela com nossos preconceitos ou com qualquer interpretação de outra pessoa; não chegar à Escritura com nossos sentimentos, porque quando impomos nossos sentimentos, nossos conceitosà Bíblia, então, não a deixamos falar o que ela diz, mas queremos seguir falando e colocando nossa própria opinião. Se alguém tem seus próprios gostos, preferências e preconceitos, isto interfere na legítima interpretação da Bíblia.</p>
<p class="style1">O que necessitamos é agradar a Deus segundo o que Ele nos oferece em Sua Palavra, em qualquer coisa que Ele nos oferece em Sua Palavra. Se Deus diz “A”, ou disse “B” ou disse “C”, para nós isso deve ser indiferente. Porém se nós queremos que diga “C”, quando disse “A”, provavelmente diremos “AC”; corremos o risco de acrescentar nossa opinião ao o que Deus disse. Por isso, irmãos, nosso interesse é agradar a Deus. Se Deus falou por Sua Palavra acerca destas coisas, devemos ir a Sua Palavra para ver o que Ele declarou.</p>
<p class="style1">Não estamos aqui para tratar de casos específicos, mas sim de casos genéricos; de maneira que só vamos tratar aqui o aspecto doutrinário, sem mencionar fulano ou cicrano, nem nenhum nome próprio; somente a doutrina, e tudo à luz da Palavra. E havendo analisado bem as coisas que acontece dentro de cada igreja, possam então ser julgados esses casos. Às vezes não conhecemos bem o que a Palavra diz nem conhecemos bem os casos, e nos metemos a diagnosticar, a receitar sem conhecer nem o remédio nem o caso em particular. Tudo isto vamos ver à luz da Palavra de Deus com a ajuda da providência divina. Vamos procurar ler o que a Palavra disse, deixemos Deus dizer o que Ele diz a respeito.</p>
<p class="style1">Inicialmente quero começar lendo uma passagem do Antigo Testamento, e depois vocês vão ver por que razão começo pelo Antigo Testamento. Leremos também no Novo Testamento, porém as passagens que vamos ler no Novo Testamento, estarão fazendo referência à parte do Antigo Testamento e à tradição israelita, é este foi o ambiente do tempo do Senhor Jesus. O Senhor Jesus se moveu no meio de Israel; Israel tinha já raízes; havia uma raiz bíblica e também uma raiz popular, também havia escolas, tradições e costumes, e isso servia de pano de fundo para o ambiente das perguntas que foram feitas ao Senhor Jesus e para as respostas do Senhor Jesus a respeito. É por isso que vamos começar pelo Antigo Testamento.</p>
<p class="style1">Vamos dividir o tabuleiro em quatro partes. A primeira parte se divide em duas linhas para distinguir das outras três, e corresponde ao Antigo Testamento, corresponde ao regime da Lei. Isto com relação ao divórcio e casamento. As outras três partes do tabuleiro correspondem ao Novo Testamento. As outras três seções, as do Novo Testamento, são: A primeira: o <em>regime ordinário</em>; a segunda: o <em>regime da exceção</em>, e a terceira: o <em>regime misto</em>. Agora que vamos ler os versos, então, vou explicar porque dividi o tabuleiro nestas quatro partes.</p>
<p class="style1" style="color: #000099; text-align: center;"><strong>O REGIME DA LEI</strong></p>
<p class="style1">Vejamos primeiro, qual era, no Antigo Testamento, o regime da lei no que tange ao matrimônio e divórcio; veremos o aspecto específico do divórcio e do novo casamento. Não vamos entrar na parte da cerimônia e bodas, mas vamos considerar especificamente tudo relacionado com o matrimônio e o divórcio. Leremos em Deuteronômio 24. Às vezes, debaixo dos subtítulos que são colocados nas passagens bíblicas e que não são parte do texto, encontramos umas referências bíblicas que indicam que o que se está dizendo nesta passagem também é tratado em outras passagens. Quando esses subtítulos não trazem outras referências, isso quer dizer que esse tema não é tratado em mais nenhuma outra passagem. Em Deuteronômio 24, encontramos um subtítulo chamado “Leis Humanitárias”, que vem desde o capítulo 23 (na Bíblia em português, encontramos o título “Leis Diversas” ), e continua até o capítulo 25, indo até o verso 17, que fala sobre o que fez Amaleque com Israel quando este vinha do Egito. Esta seção do livro de Deuteronômio, que vai do capítulo 23.15 até ao 25.16, tem o título “Leis Diversas”, e não tem nenhuma referência debaixo desse subtítulo. Isto quer dizer que o tema se trata exclusivamente nesta passagem, e não é tratado em nenhum outro lugar da Bíblia. Leiamos pois, em Deuteronômio 24:1, qual foi o regime que Deus, pela mão de Moisés, até a vinda de Cristo, instituiu para com Israel, no Antigo Testamento. Leiamos:</p>
<blockquote>
<p class="style1">“Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, se ela não achar graça aos seus olhos, por haver ele encontrado nela <em>coisa vergonhosa</em>, far-lhe-á uma carta de divórcio e lha dará na mão, e a despedirá de sua casa”.</p>
</blockquote>
<p class="style1">O que aqui se traduz por &#8220;coisa vergonhosa&#8221; é uma palavra hebraica que aparece somente uma vez em toda a Bíblia, e aqui o tradutor a chamou de “coisa vergonhosa”; porém, como a palavra não aparece em outro lugar, então, criou certa confusão para o povo de Israel. O povo de Israel dizia: “Bom, o que quer dizer coisa vergonhosa? Qual é o alcance dela?” Então, se formaram varias escolas de interpretação. Entre os rabinos antes de Jesus, houve o que chamaram &#8220;o par&#8221;, mostrando-nos que houve duas escolas com duas linhas distintas de interpretação. Estas duas linha de ensinoé o que se denomina de “par”. Estas linhas de interpretação foram passando de geração em geração, até chegar aos mais renomados intérpretes da Lei, que foram, de um lado, Hilel (o Gamaliel de Atos 5:34 era neto de Hilel), e, do outro lado, Shamai. Estes foram dois rabinos muito respeitados, que eram os com maior autoridade na interpretação da Bíblia. É importante saber isto, porque na própria Bíblia, no Antigo Testamento, diz Deus em uma Lei que, se algum caso fosse de difícil resolução, que se fosse consultar os anciões do povo. O povo tinha a Bíblia; porém, se alguém tivesse dificuldade para interpretá-la, devia ir perguntar aos sacerdotes, aos anciões, e, segundo eles lhes dissessem, assim fariam.</p>
<p class="style1">Mas o que aconteceu é que, no caso do divórcio e casamento, graças aos problemas que constantemente estavam presenciando, sempre surgiam questões no meio do povo de Israel. E, segundo lemos em Deuteronômio 24:1, esta palavrinha que se traduz por &#8220;coisa vergonhosa&#8221; causava muita dificuldade na interpretação. Então, vinham perguntar aos rabinos o que queria dizer “coisa vergonhosa”, pois a palavra aparece somente uma vez no texto, e não havia outros versos com os quais pudessem fazer uma comparação, para poder dizer: &#8220;Refere-se mais ou menos a isto.&#8221;</p>
<p class="style1">Temos, pois, que a escola de Hilel era uma escola ampla, uma escola bem liberal. Basicamente, Hilel interpretava esta palavra, “coisa vergonhosa”, por qualquer coisa que incomodasse ao esposo. Então os que seguiam a linha de interpretação de Hilel permitiam o divórcio por qualquer coisa que desagradasse ao marido; qualquer coisa por menor que fosse, por exemplo: deixar queimar o arroz.</p>
<p class="style1">Por outro lado, Shamai era o representante de uma escola mais restrita, e interpretava esta palavra “coisa vergonhosa” como “fornicação”, e não aceitava nenhuma outra coisa para autorizar o divórcio, mas sim que houvesse tido um caso de fornicação. Este era o ambiente que se vivia no tempo do Senhor Jesus. Então, os judeus correram ao Senhor para que Ele lhes interpretasse esta passagem, porque este era o regime da lei; e eles estavam debaixo da lei e queriam obedecer a Deus por meio da lei de Moisés e obedecer à interpretação dos anciões do povo, dos quais Deus lhes havia dito que, quando não entendessem, fossem a eles.</p>
<p class="style1">Acontece porém, que Hilel permitia várias causas para dar-se o divórcio; em contrapartida, Shamai somente permitia em caso de fornicação. Por isso, no Novo Testamento encontramos o Senhor dizendo que a verdade sobre isso é o que Ele mesmo diz. Porém antes que passemos ao Novo Testamento, continuemos lendo em Deuteronômio 24. Vamos ler os versos 2-4.</p>
<blockquote>
<p class="style1">“Se ela, pois, saindo da casa dele, for e se casar com outro homem, e este também a desprezar e, fazendo-lhe carta de divórcio, lha der na mão, e a despedir de sua casa; ou se este último homem, que a tomou para si por mulher, vier a morrer; então seu primeiro marido que a despedira, não poderá tornar a tomá-la por mulher, depois que foi contaminada; pois isso é abominação perante o Senhor. Não farás pecar a terra que o Senhor, teu Deus, te dá por herança”.</p>
</blockquote>
<p class="style1">Até aqui temos o caso do divórcio e casamento no regime do Antigo Testamento. Com esses questionamentos que havia no meio do povo de Israel, com essas duas escolas, uma bem liberal e outra restrita, a de Hilel e a de Shamai, agora chegam onde o Senhor Jesus está, o rabi, o mestre, e lhe perguntam, e estas perguntas aparecem registradas nos Evangelhos de Mateus e de Marcos.</p>
<p class="style1" style="color: #000099; text-align: center;"><strong>O REGIME ORDINÁRIO</strong></p>
<p class="style1">Os trechos de Mateus aparecem nos capítulos 5 e 19. Note-se que no capítulo 19, debaixo do subtítulo &#8220;Jesus ensina sobre o divórcio”, junto aparece referência a Marcos 10:1-12 e a Lucas 16:18. A referência de Lucas só cita o regime ordinário na boca do Senhor Jesus, sem ambientá-lo. Marcos ambienta a pergunta e cita também o regime ordinário, assim como Lucas; Mateus também ambienta a pergunta assim como Marcos, porém Mateus, além do regime ordinário que registraram Marcos e Lucas, também registra “o regime de exceção” . Só Mateus recorda da boca do Senhor Jesus o regime de exceção; porque o normal é recordar a regra. Se o que se quer ensinar é a normalidade, a regra, então, se ensine a regra, e a regra, nesse caso, é o regime ordinário. Agora, será que porque aqui e só aqui se ensina a regra, e só lá em Mateus se ensinou a exceção, será que temos de evitar a exceção? É aí que está a questão.</p>
<p class="style1">Primeiro vamos analisar, lendo o que diz Mateus e o que diz Marcos, porque os dois estão registrando o assunto baseado em suas memórias. Lembremos de uma coisa: Marcos não era um discípulo seguidor direto de Jesus Cristo. Marcos era intérprete de Pedro; havia sido cooperador de Pedro. Pois, segundo a tradição, nos escritos de Papias de Hierápolis, e daí por diante, a tradição eclesiástica diz que o Evangelho de Marcos foi escrito quando Pedro chegou a Roma e ensinou o evangelho de forma oral, não na ordem, mas segundo a necessidade. Então foi-lhe pedido que o que se havia sido ensinado na forma oral ficasse também registrado na forma escrita. O mesmo Pedro, em sua Segunda Epístola, diz que ele diligentemente procurou que eles sempre tivessem memória das coisas que ele lhes havia ensinado da parte do Senhor Jesus (3.2).</p>
<p class="style1">E Marcos era o intérprete de Pedro, pois, segundo a tradição, foi pedido a Marcos que escrevesse o que Pedro havia ensinado. Por isso, o Evangelho de Marcos é considerado como se fosse o Evangelho de Pedro. E apesar de Marcos mesmo não haver sido um discípulo direto do Senhor, porém se vê que seu Evangelho é muito visual, porque menciona detalhes que só uma pessoa que os viu poderia dizer. Por exemplo, disse que estava recostado sobre tal parte, que fez tal coisa, com tal expressão, que havia tantos a sua direita, tantos à esquerda; esses são detalhes que só uma pessoa que viu, uma testemunha ocular, podia dar. Vemos que realmente o que Marcos estava dizendo era o que Pedro já tinha dito; Marcos foi intérprete de Pedro. Papias de Hierápolis, um discípulo do apostolo João, disse que João havia lido o que Marcos escreveu, e comentou que Marcos em nada faltou, que tudo o que havia dito Marcos em seu Evangelho era verdade, com a ressalva de que só não foi observada a ordem cronológica; e explica o porquê: porque Pedro ensinava segundo a ocasião, segundo o que se necessitava. Então o Evangelho de Marcos está recomendado, avaliado pelo apostolo João, que foi íntimo de Jesus.</p>
<p class="style1">Alguns dizem que Mateus se baseou em Marcos, porém essas são conjecturas dos estudiosos das questões sinópticas, ou seja, a relação de Mateus com Marcos e com Lucas e com João; porém, Mateus, sim, era um dos doze apóstolos que seguiram a Jesus; de maneira que, ainda que Marcos não tenha registrado a regra da exceção, Mateus era um dos apóstolos e não necessariamente tinha de confiar em tudo o que Marcos escreveu, pois ele sim havia estado presente, sendo testemunha ocular dos atos de Jesus, e se recordou dos detalhes. Então, o que aconteceu? Uma mesma situação pode ser contada por duas pessoas de forma diferente; palavras mais ou menos parecidas, porém um esquece uns detalhes e omite outros, e o outro esquece outros detalhes e também omite outros.</p>
<p class="style1">Vamos, pois ler os dois relatos, porque a coisa não sucedeu duas vezes, mas sim uma só vez, porém havia uma testemunha que era Mateus e outra testemunha que era Pedro, e Marcos ouviu o que contava Pedro; agora vamos ouvir as lembranças de Pedro por meio de Marcos, e as lembranças de Mateus, e vamos colocá-las juntas com o fim de ter uma visão mais completa do que foi perguntado e do que foi respondido. Porque se nós somente tomarmos Marcos, veremos que Mateus disse algumas outras coisas. Então, vamos querer dizer que Mateus não foi inspirado. E se tomamos a Mateus, que disse umas coisas, porém não disse outras de que falou Marcos, então, poderemos também dizer que Marcos não foi inspirado. Não necessariamente é assim. Lembre-se de que a arca tinha de ser levada por quatro levitas, e a arca representava Cristo; agora vemos os quatro evangelistas – Mateus, Marcos, Lucas e João – levando o testemunho do Senhor Jesus.</p>
<p class="style1">O Senhor permitiu que Ele pudesse ser contemplado destes quatro ângulos, porque um só não é suficiente para captar tudo. O Espírito Santo pode guiar e fazer ver as coisas, segundo a preparação e o lugar que essa pessoa vai estar no plano de Deus, pode estar inclinada a lembrar-se muito mais de umas coisas, que lhe chamam mais atenção, a uns detalhes, e a outras coisas ela não as tem em conta, não porque não existiram, mas simplesmente porque para ela não tiveram tanto significado, porque ela não havia sido preparada para este aspecto. Porém para o outro era outro objetivo, com outro enfoque, com outra preparação, e tinha de haver testemunhas destes quatro ângulo. Portanto, tinha a possibilidade de ver as coisas que o outro não viu e que a outro foi mostrado ou que teve a sua atenção capturada.</p>
<p class="style1">Se vamos sair hoje à noite com alguns irmãos, e nesse encontro nos é contado por vários outros irmãos o que se passou na reunião de hoje, veremos que cada um dos irmãos vai contar seu próprio testemunho; com certeza, após ouvirmos a um, a outro, a outro e a outro, vamos ter muitas coisas coincidentes. Por quê? Porque foi uma mesma coisa que aconteceu, porém cada um vai querer enfatizar aquilo que mais lhe chamou a atenção, e vai passar por cima do que não foi interessante para ele.</p>
<p class="style1">Então, seguramente o que chamou mais a atenção de Mateus foi algo que não interessou aos outros evangelistas; porém, não é porque os outros evangelistas se calaram que vamos nos calar também, porque o Senhor Jesus não o calou; é por isso que temos os testemunhos de Mateus e Marcos. Vamos ler agora em Mateus 19.1-3:</p>
<blockquote>
<p class="style1">“Tendo Jesus concluído estas palavras, partiu da Galiléia, e foi para os confins da Judéia, além do Jordão; e seguiram-no grandes multidões, e curou-os ali. Aproximaram-se Dele alguns fariseus que o experimentavam, dizendo: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo.”</p>
</blockquote>
<p class="style1">Fixe-se neste detalhe que Mateus captou. Eles Lhe perguntavam não só se é lícito repudiar a sua mulher, mas agregaram as palavras “por qualquer motivo”. Por quê? Lembre-se do pano de fundo que havia. A escola de Hilel interpretava essa passagem de Deuteronômio, aquela “coisa vergonhosa ”, praticamente de maneira tão ampla, que qualquer coisa podia caber aí, e isso é o que aparece aqui em Mateus como “qualquer coisa”. Eles estavam duvidando. &#8220;Será que por qualquer coisa pode repudiar o homem a sua mulher?&#8221; Continuemos lendo o trecho, versos 4 e 5:</p>
<blockquote>
<p class="style1">“Respondeu-lhe Jesus: Não tendes lido que o Criador os fez desde o princípio homem e mulher, e que ordenou: Por isso deixará o homem pai e mãe, e unir-se-á a sua mulher; e serão os dois uma só carne?”</p>
</blockquote>
<p class="style1">Aqui o Senhor está citando Gênesis 1.27 e 2.24. Logo o Senhor tira conclusões dizendo:</p>
<blockquote>
<p class="style1">“Assim já não são mais dois, mas um só carne. Portanto o que Deus ajuntou, não o separe o homem” (Mt 19.6).</p>
</blockquote>
<p class="style1">Aqui a pergunta ainda não estava tão exata. Eles Lhe haviam perguntado: “Pode-se repudiar por qualquer motivo?” Não, isso não é o normal. Deus que os fez no principio, os fez um só, e o que Deus ajuntou, o homem não tem o direito de separar. Porém eles ainda não ficaram satisfeitos. Por quê? Porque eles não eram cristãos; eles eram israelitas, e mesmo os que eram cristãos, que criam Nele, ainda estavam debaixo do regime da lei de Moisés. O que se vê hoje no Novo Testamento ainda não era claro naquele momento. E aqui os que perguntavam eram os fariseus.</p>
<blockquote>
<p class="style1">“Responderam-lhe: Então por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio e repudiá-la?&#8221; (v. 7).</p>
</blockquote>
<p class="style1">Eles estavam se referindo a Deuteronômio 24.1-4, onde Moisés fala que, no caso de alguma “coisa indecente” – esta estranha palavra que era o motivo da controvérsia, que Hilel a convertia em “qualquer coisa” e Shamai a descrevia como “fornicação” – autorizava repudiar. Então o Senhor lhes responde:</p>
<blockquote>
<p class="style1">“Disse-lhes Ele: Pela dureza de vossos corações Moisés vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas não foi assim desde o princípio&#8221; (v. 8).</p>
</blockquote>
<p class="style1">Antes da queda do homem, Deus os havia estabelecido assim; e aqui o Senhor está dizendo: “Bom, vocês vão a Moisés e encontram essa situação; porém, vocês sabem por que Moisés lhes disse desta maneira?” Isso foi depois da queda. Por outro lado, Gênesis 1.18-25 fala do principio, de antes da queda; depois da queda os corações ficaram endurecidos. Pela dureza do coração do homem – pois depois da queda o coração do homem se endureceu – Moisés lhes permitiu dar a carta de divórcio. Quando Deus planejou o homem macho e fêmea, Ele não planejou o repúdio. Alguns dizem que esta provisão tinha por objetivo proteger os direitos de propriedade da mulher divorciada, pois a carta de divórcio obrigava o marido a renunciar ao direito de seu dote.</p>
<p class="style1" style="color: #000099; text-align: center;"><strong>O REGIME DA EXCEÇÃO</strong></p>
<p class="style1">Vejamos então como interpretar esta passagem da lei, sem entrar na linha de interpretação        de Hilel ou de Shamai, e Jesus, neste caso, deu razão a Shamai. Veja como o Senhor segue dizendo:</p>
<blockquote>
<p class="style1">“Eu vos digo porém, que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério” (Mt 19.9).</p>
</blockquote>
<p class="style1">Lembre-se de que, na lei de Moisés, Deus havia predito que viria um profeta semelhante a Moisés (Dt 18.15-19), e toda alma que não o ouvisse, seria tirada do meio do povo. Ou seja, Jesus não estava contradizendo a Moisés. Jesus disse: “Pois se crêsseis em Moisés, creríeis em Mim; porque de Mim ele escreveu” (Jo 5.46). Moisés profetizou que um Profeta semelhante a ele seria levantado; então, todo o Israel esperava o Profeta, que se referia ao Messias, ao Servo de Deus, que seria a Palavra final. Por isso a samaritana dizia: “Sei que há de vir o Messias, chamado o Cristo; quando Ele vier nos declarará todas as coisas” (4.25). Porque já a lei havia terminado, já tinham vindo os profetas, porém havia controvérsias; então, eles esperavam que quem dirimisse as controvérsias seria o Messias Profeta. Então Jesus está falando com propriedade. Em outras partes também diz: “Ouvistes que foi dito aos antigos (&#8230;) mas Eu vos digo”. Então Jesus está falando como aquele que viria e que ia fala ainda mais além do que Moisés, e que Moisés mesmo havia predito, como também outras passagens do Antigo Testamento. De maneira, pois, que Jesus está clareando o que havia sido dito por Moisés, por causa da situação da queda, a dureza dos corações; porém antes da queda não foi assim, pois não era esse o plano original de Deus. Agora vem a queda, vieram também os problemas, porém o mesmo Moisés disse que viria um profeta; e agora esse profeta é o Senhor Jesus, que diz com autoridade:</p>
<blockquote>
<p class="style1">“Eu vos digo porém, que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério” (Mt 19.9).</p>
</blockquote>
<p class="style1">Aqui o Senhor Jesus estabelece uma exceção. Marcos e Lucas recordam este ensino do Senhor Jesus, porém sem a exceção. Jesus introduziu uma exceção; por isso falamos do “regime da exceção”. O verso 9 de Mateus 19 sem a exceção ficaria só como o regime ordinário. Ficaria assim: “Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério.” Aí tiramos o “a não ser por causa de fornicação” somente com o intuito de tornar mais fácil o entendimento do regime ordinário.</p>
<p class="style1">Nós, em espanhol, podemos colocar a exceção ao principio, no meio ou no final do verso; pois esta é uma regra gramatical válida em espanhol. Por outro lado, no idioma grego não se pode fazer isso. No grego, a exceção tem de ser posta no meio do texto. Por exemplo: podemos dizer: &#8220;Aqui todos são colombianos, menos os que nasceram em outro país &#8221; ou: &#8220;Exceto os que nasceram em outro país, aqui todos são colombianos&#8221;. Ou seja, podemos pôr a exceção no principio, podemos pôr no final ou, às vezes, se pode colocar no meio da frase. No idioma grego, a exceção da regra tem de ser colocada no meio do que se está fazendo a exceção; essa é a regra da gramática grega. Toda exceção fica no meio do que se está excetuando.</p>
<p class="style1">Notem que Marcos e Lucas não citam a exceção; ou melhor, que Marcos 10.2-12 e Lucas 16.18 pertencem ao regime ordinário. Mateus 19.9 cita o regime ordinário; Marcos 10 cita o regime ordinário; Lucas 16 cita o regime ordinário; Romanos 7 cita o regime ordinário; 1Coríntios 7 cita o regime ordinário e o regime misto. O regime de exceção só é citado por Mateus 5.32 e 19.9, e o regime misto só é citado em 1Coríntios 7.</p>
<blockquote>
<p class="style1">“Eu, porém, vos digo que todo aquele que repudia sua mulher, a não ser por causa de infidelidade, a faz adúltera; e quem casar com a repudiada, comete adultério” (Mt 5.32).</p>
</blockquote>
<p class="style1">Aqui, como em Mateus 19.9, se refere ao regime ordinário, porém menciona o regime da exceção, quando diz: “A não ser”. Neste caso de não ter havido fornicação, então, se salta ou passa por cima dessa frase, como já dissemos antes. A interpretação que Hilel fazia dessa “coisa indecente” aqui em Deuteronômio 24 não é aceita pelo Senhor Jesus; mas sim o que dizia Shamai. Dessa “coisa indecente”, o único que se permite para que haja divórcio e a pessoa possa ficar livre e possa se casar outra vez, é somente no caso em que tenha havido fornicação; porque isto o havia mandado Deus depois da queda por mão de Moisés. “Qualquer que repudiar a sua mulher, salvo por causa de fornicação&#8230;”. É importante ter em conta que a ação adúltera de um dos cônjuges é igual à morte, pois o adultério rompe o vínculo matrimonial; ao unir-se sexualmente com outra pessoa, se faz um com essa outra pessoa (1Co 6.16).</p>
<p class="style1" style="color: #000099; text-align: center;"><strong>CONCORDÂNCIA TEXTUAL</strong></p>
<p class="style1">Então, qual é o regime ordinário? Vemos ver em Marcos e Lucas, onde não aparece  a        exceção. Adiantemos um pouco, leiamos Marcos 10.11:</p>
<blockquote>
<p class="style1">“Ao que lhes respondeu: Qualquer que repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério contra ela”.</p>
</blockquote>
<p class="style1">O que é um adultério? Um adultério se comete quando um homem ou uma mulher que já tenha casado se casa com outra(o), sendo que já está casado(a). Isso é o que diz em Romanos 7. Durante a vida do marido, a mulher não pode casar-se com outro e vice-versa; e o que se casa com a repudiada, ou seja, o segundo marido dela – aquele a quem Hilel havia dito: “Não, não, fique tranqüilo, não tem problema” – esse comete adultério. Segundo a interpretação de Hilel, Moisés diz: &#8220;Qualquer coisa, por qualquer motivo; se a pessoa se divorcia e se casa com outro, porque aqui diz Moisés que se você encontrar coisa indecente, então pode repudia e dar carta de divórcio, e ela poderá ir e se casar com outro.&#8221; Porém, o que disse Jesus? “E eu vos digo (&#8230;)”. Jesus não está contradizendo a Moisés, mas à interpretação liberal de Hilel, “qualquer coisa”, e está dando razão a Shamai, que dizia que a única coisa indecente pela qual se podia repudiar era quando houvesse caso de fornicação.</p>
<p class="style1">Agora, Jesus disse: “Mas Eu vos digo,” ou seja, Quem fala é a máxima autoridade de quem é dito: “A Ele ouvi&#8230;”. E não há nenhuma outra autoridade para nós acima de Jesus. Vemos que o Senhor estabeleceu, Ele mesmo, o regime ordinário; ou seja, qualquer que repudiar sua mulher e se casar com outra, adultera; isso é um adultério; e o que se casa com a repudiada, o segundo que se casar com a que acabou de ser repudiada, também adultera. Esse é o regime ordinário; claro que tem uma exceção, que é citada em Mateus 5.32 e em 19.9, no caso de fornicação.</p>
<p class="style1">Agora vemos o regime ordinário em Marcos 10.1,2:</p>
<blockquote>
<p class="style1">“Levantando-se Jesus, partiu dali para os termos da Judéia, e para além do Jordão; e do novo as multidões se reuniram em torno Dele; e tornou a ensiná-las, como tinha por costume. Então se aproximaram Dele alguns fariseus e, para o experimentarem, lhe perguntaram: É lícito ao homem repudiar sua mulher?&#8221;</p>
</blockquote>
<p class="style1">Note que aqui em Marcos estão faltando algumas palavras que registrou Mateus. Mateus foi cuidadoso. Aqui o texto de Marcos diz: “É lícito repudiar a sua mulher”; porém Mateus insistiu “por qualquer coisa”; ou seja, Mateus está tendo uma visão mais ampla que Marcos. Mateus é uma testemunha ocular; por outro lado, Marcos era uma testemunha de uma testemunha. Aí está, pois, a primeira diferença. Segue o verso 3:</p>
<blockquote>
<p class="style1">“Ele, respondendo, lhes disse: o que vos mandou Moisés?”</p>
</blockquote>
<p class="style1">Aqui vemos que o Senhor não está contra Moisés. Ele sabe que Deus os pôs debaixo da lei de Moisés, e Ele lhes disse: “O que vos mandou Moisés?&#8221; Vejamos a resposta no verso 4:</p>
<blockquote>
<p class="style1">“Eles disseram: Moisés permitiu dar carta de divórcio, e repudiá-la.”</p>
</blockquote>
<p class="style1">Veja como eles dizem de maneira tão ampla; ou seja, Moisés permitiu-nos dar carta de divórcio e repudiar. Porém, qual era a condição colocada por Moisés? Moisés disse: “Se achar nela alguma coisa indecente”. Essa tradução no seu original é uma palavra hebraica que é traduzida por &#8220;fornicação&#8221;. Por isso o Senhor Jesus dá razão ao rabino Shamai; porém eles estão falando ao Senhor como se Moisés lhes houvesse dado liberdade absoluta, o que não é verdade. Era má interpretação que se fazia de Moisés. Por isso lhe disseram: &#8220;Moisés permitiu dar carta de divórcio, e repudia-la.&#8221; O que respondeu o Senhor Jesus? Leiamos o verso 5:</p>
<blockquote>
<p class="style1">“Disse-lhes Jesus: Pela dureza dos vossos corações ele vos deixou escrito esse mandamento”.</p>
</blockquote>
<p class="style1">Ou seja, Deuteronômio 24, que não é exatamente igual ao que eles estavam dizendo. Eles estavam dizendo na prática que era permitido: &#8220;Se não gostar da sua mulher, divorcie-se da sua mulher e case-se com outra.&#8221; Vamos continuar lendo, versos de 6 a 10.</p>
<blockquote>
<p class="style1">“Mas desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão os dois uma só carne; assim já não são mais dois, mas uma só carne. Porquanto o que Deus ajuntou, não o separe o homem. Em casa os discípulos interrogaram-no de novo sobre isso.”</p>
</blockquote>
<p class="style1">Isto é uma lembrança de Pedro por meio de Marcos, da qual Mateus passou por cima; em troca aqui Marcos disse que a continuação do assunto já não foi ali mesmo, mas mais tarde em casa, e somente com os discípulos. Se lermos somente em Mateus, pareceria que as perguntas foram formuladas todas pelos fariseus; porém quando lemos em Marcos vemos que o assunto continuou com os discípulos; ou melhor, que o regime ordinário, sobre o qual Ele respondeu aos fariseus, é aplicado aos discípulos e ensinado aos discípulos, e estabelecido no interior da Igreja agora também. Por isso temos de ver em Mateus e Marcos para ter mais completa as coisas, a partir dos dois pontos de vista. Logo continua Marcos dizendo:</p>
<blockquote>
<p class="style1">“Ao que lhes respondeu: Qualquer que repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério contra ela; e se ela repudiar seu marido e casar com outro, comete adultério” (vv. 11,12).</p>
</blockquote>
<p class="style1">Note que o verso 12 não tinha sido dito por Mateus, porém o Senhor o disse, e é registrado aqui por Marcos; ou seja, a conversa foi mais longa, porém está muito resumida tanto da parte de Mateus como de Marcos. Mateus não registrou este último detalhe. Tenhamos em conta que Mateus escreve seu Evangelho dirigido principalmente aos judeus, em um ambiente judeu; porém Marcos está escrevendo em Roma, para os romanos, onde a cultura era diferente da judaica. De modo que entre a cultura judaica era muito raro que a mulher repudiasse o marido, porém na cultura romana, para quem escrevia Marcos, era muito comum. Agora Marcos, segundo a necessidade foi muito mais amplo, embora falando em poucas palavras.</p>
<p class="style1">Lembre-se de que tanto Mateus como Marcos disseram que Jesus ia pregando que os homens se arrependessem porque o tempo havia chegado. Será que Jesus só dizia estas duas frases? Não. Este é o resumo, a essência do que Ele dizia. Ele falava muitas coisas, porém a essência se podia resumir nessas frases, como o resumem Mateus e Marcos. Falaram a mesma coisa. Eles falaram bastante, e voltaram a falar bastante, e logo, de uma forma resumida, a essência é dita aqui em Mateus de forma resumida aos judeus, e Marcos em outro contexto, também fala de forma resumida aos romanos, porém, ao juntar tudo, podemos ter um quadro mais completo.</p>
<p class="style1">Então, no regime ordinário, qualquer que repudiar sua mulher (aqui Ele está falando aos homens), e se casa com outra, adultera, comete adultério contra ela; e se a mulher repudiar a seu marido, e se casa com outro, ela adultera também; e o que se casa com a repudiada, comete adultério. Vendo portanto, como o regime ordinário tem várias frases:</p>
<blockquote>
<p class="style1">Primeira frase: <em>qualquer que repudiar a sua mulher e se casar com outra, adultera</em>.<br />
Segunda frase: <em>e o que se casar com a repudiada, adultera</em>.<br />
Terceira frase: <em>e se a mulher repudiar a seu marido e se casar com outro, adultera</em>.</p></blockquote>
<p class="style1">Esse é o regime ordinário estabelecido pelo Senhor Jesus.</p>
<p class="style1">Agora vamos ver em Lucas 16.18, onde Lucas não ambienta as coisas, porém como acaba de mencionar a lei, então imediatamente introduz o assunto. Fixe-se no contexto em que fala Lucas. Lucas no capítulo 15 fala das parábolas: da ovelha perdida, da moeda perdida e do filho pródigo. Agora no capítulo 16, fala da parábola do mordomo injusto, e, logo depois, registra, a partir do verso 16:</p>
<blockquote>
<p class="style1">“A lei e os profetas vigoraram até João; desde então é anunciado o evangelho do reino de Deus, e todo homem forceja por entrar Nele.”</p>
</blockquote>
<p class="style1">Com isto o Senhor está dizendo: &#8220;A lei e o Antigo Testamento chegam até Mim; agora Eu sou Aquele de Quem falaram a lei e os profetas, o que vai estabelecer todas as coisas&#8221;. Segue dizendo no verso 17:</p>
<blockquote>
<p class="style1">“É, porém, mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til da lei”.</p>
</blockquote>
<p class="style1">Jesus não está contradizendo a lei, mas sim a interpretação liberal que vinha da escola do rabino Hilel. Continua dizendo, no verso 18:</p>
<blockquote>
<p class="style1">“Todo aquele que repudia sua mulher e casa com outra, comete adultério; e quem casa com a que foi repudiada pelo marido, também comete adultério”.</p>
</blockquote>
<p class="style1">Aqui Lucas disse o mesmo que falou Mateus; somente sem a exceção. Aqui Lucas está falando da lei. Vemos, pois, que o regime ordinário está em Mateus 19, em Marcos 10 e em Lucas 16.18.</p>
<p class="style1">Agora vamos a Romanos 7, onde aparece de novo o regime ordinário. Aqui aparece citado, não com o propósito de ensinar acerca do tema, e isto é digno de se ter em conta. Aqui o apóstolo Paulo está tratando de outro tema. Qual é esse tema? O tema da relação entre a lei e a graça, entre o regime do antigo pacto da letra e o novo pacto do Espírito. Porém logo toma o assunto do matrimônio somente como um exemplo; ou seja, não vai entrar em todos os detalhes, mas toma a essência do regime ordinário do matrimônio para usá-lo como exemplo, para que nós entendamos agora a relação de havermos casado com outro marido, que é Cristo, estando já mortos para a lei. Aqui o tema não é casamento; o tema é outro, porém se utiliza o regime ordinário como analogia para outro assunto. É muito importante ter isso em conta, porque, se vamos estudar o tema da salvação e encontramos um versículo em Timóteo que diz: “Porém a mulher se salvará dando a luz filhos, se permanecerem na fé, amor e santificação, com modéstia&#8221; (1Tm 2.15), se somente pretendemos estabelecer a doutrina da salvação da mulher por meio da gravidez, então as que não tem filhos, as estéreis, não podem ser salvas. Porém o tema de Paulo em sua primeira carta a Timóteo não é a salvação. Ele está falando da aplicação da salvação como resultado na vida normal de uma família. Mas quando em Efésios, Romanos, Gálatas, fala de salvação, aí sim fala muito claro que a salvação é por meio da fé sem obras; é graça.</p>
<p class="style1">Temos de ter em conta que quando o tema é um assunto, esse tema tem de estar sendo tratado com propriedade aí, porque esse é o tema a tratar. Porém, quando se menciona a salvação no contexto do tema, não se pode interpretar como se esse fosse um versículo definido a respeito da salvação. O mesmo está sucedendo neste caso em Romanos 7. Em Romanos 7 o tema é a lei e a graça; porém uma analogia utilizada neste assunto do regime ordinário do matrimonio, de forma que se fala de maneira restrita, sem nenhuma exceção. Vejamos Romanos 7.1-3:</p>
<blockquote>
<p class="style1">“Ou ignorais, irmãos pois falo aos que conhecem a lei, que a lei tem domínio sobre o homem por todo o tempo que ele vive? Porque a mulher casada está ligada pela lei a seu marido enquanto ele viver; mas, se ele morrer, ela está livre da lei do marido”.<br />
Aqui está falando do regime da lei, não do Senhor Jesus. Por isto é que se diz: até que a morte os separe. Isto sai desta passagem. De sorte que, enquanto viver o marido, será chamada adúltera, se for de outro homem; mas, se ele morrer, ela está livre da lei, e assim não será adúltera se for de outro marido”.</p></blockquote>
<p class="style1">Aqui está falando como o que o Senhor Jesus disse. Ainda que não o repudie, também adultera se esta se casar com outra pessoa. Logo disse o seguinte versículo:</p>
<blockquote>
<p class="style1">“Assim também vós, meus irmãos, fostes mortos quanto à lei mediante o corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, àquele que ressurgiu dentre os mortos a fim de que demos fruto para Deus&#8221; (v. 4).</p>
</blockquote>
<p class="style1">Em Romanos 7.3, Paulo cita o regime ordinário em concordância com a lei e em concordância com Jesus, porém não menciona a exceção. &#8220;Estás dizendo que não existe a exceção?&#8221; Sim, existe. Paulo tinha de mencioná-la se não fosse esse o tema? Não. A exceção aqui estaria fora de lugar.</p>
<p class="style1">Agora, onde está o tema? Em 1Coríntios 7. E aí ele menciona dois regimes. Menciona o ordinário e o regime misto. Em 1 Coríntios 7.10, lemos sobre o regime ordinário, porém deve-se ter em conta que existe uma exceção estabelecida pelo Senhor Jesus, em concordância com Moisés, interpretada de acordo com a linha de Shamai, e que está em Mateus 5.32 e 19.9. Os versos estudados que se referem ao regime ordinário se aplicam aos casos em geral, exceto no caso em que o Senhor estabeleceu uma porta de salvação. Porque se você vai aplicar estes versos onde o Senhor disse: &#8220;Salvo neste caso&#8221;, então, você está passando por cima do Senhor Jesus e você está pondo uma carga mais pesada do que o Senhor colocou. Porque o Senhor Jesus, sim, estabeleceu uma exceção que você está ignorando.</p>
<p class="style1">Se você trata um caso somente com os versos do regime ordinário, porém esse é um caso de exceção, você está fazendo um uso equivocado destes versos, não importa em qual livro esteja escrito no Bíblia. Podemos ter todos esses versos marcados, porém não se aplicam no caso de exceção; se aplicam a todos os demais casos, menos à exceção. Do contrário, a exceção não seria a exceção. Lemos, pois, o regime ordinário em 1Coríntios, com Paulo tratando do assunto do matrimônio. Os versos 10 e 11 de 1Coríntios 7 concordam com os já vistos em Mateus 19, em Marcos 10, em Lucas 16 e em Romanos 7. Eles dizem:</p>
<blockquote>
<p class="style1">“Todavia, aos casados, mando, não eu mas o Senhor, que a mulher não se aparte do marido; se, porém, se apartar, que fique sem casar, ou se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher”.</p>
</blockquote>
<p class="style1">Tenhamos mui presente que a primeira carta de Paulo aos coríntios foi escrita por volta do ano de 53 d. C., antes que se houvessem escrito os Evangelhos de Marcos e de Mateus; ou seja, Paulo está lembrando das palavras do Senhor Jesus, da tradição oral. Quando Paulo fala em 1Tessalonicenses 4.15: &#8220;Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor&#8221;, quer dizer que essa é uma citação da tradição oral, pois, quando foi escrita esta carta, ainda não havia sido escrito nenhum dos Evangelhos. Paulo disse: &#8220;Todavia, aos casados, mando, não eu mas o Senhor&#8221;; ou seja, Paulo está baseado na tradição oral do regime ordinário estabelecido pelo Senhor Jesus. &#8220;Mando, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se aparte do marido; se, porém, se apartar, que fique sem casar, ou se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher”. Aqui Paulo está tratando com outras palavras as implicações. As palavras que Paulo usa são muito interessantes, porque usa a palavra <em>separação</em>, que é diferente da palavra <em>divórcio</em>, a qual vem na forma da palavra <em>repúdio</em>.</p>
<p class="style1">A palavra separação não é o mesmo que divórcio. Por que ele diz que se a pessoa se separar que fique sem se casar? Porque está separada, porém o vínculo continua; se, então, se unir a outro, adultera. Por que adultera? Porque não aconteceu divórcio, não foi destruído o vinculo matrimonial. A palavra <em>divórcio</em> é a palavra grega <em>apolio</em> de onde vem a palavra Apolion, que significa &#8220;destruidor&#8221;. <em>Apolio</em> significa &#8220;destruir&#8221;; é o mesmo que dizer que, no divórcio, no legítimo divórcio, em um caso de exceção por fornicação de um dos cônjuges, ou dos dois, que é a única causa legítima de divórcio estabelecida por Jesus, nesse caso o vínculo matrimonial se destrói.</p>
<p class="style1">Então, uma coisa é divórcio e outra coisa é separação. Aqui disse que “a mulher não se aparte do marido; se, porém, se apartar, que fique sem casar, ou se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher”. É o mesmo que dizer &#8220;continua casada&#8221;. Como diz em Romanos: &#8220;Verdadeiramente vive o marido&#8230;.&#8221;. Por isso é até que a morte os separe. Não pode casar-se com outro se seu marido ainda vive; deve ficar sem se casar ou reconcilie-se com seu marido; porém não se pode unir a outro varão, porque isso seria adultério, o qual é pecado. Não se separe. Então, separação é uma coisa e divórcio é outra. São duas coisas diferentes.</p>
<p class="style1" style="color: #000099; text-align: center;"><strong>REGIME MISTO</strong></p>
<p class="style1">Agora dirá alguém: &#8220;Bom, aqui Paulo com suas palavras resumiu o regime ordinário.&#8221; Porém, vejamos em 1Coríntios 7, do verso 12 em diante. Tenhamos em conta que a primeira carta aos coríntios foi escrita por inspiração do Espírito Santo, e Paulo foi constituído apóstolo pelo Senhor. Agora, fixe como o Espírito Santo guiou as coisas. Já temos visto as implicações de dois regimes: o ordinário e o de exceção. Por que não há somente um regime? Vejamos o que disse Paulo: &#8220;E aos demais eu digo, no Senhor&#8221; (v. 12), ou seja: &#8220;Eu não escutei, não me recordo na tradição oral de nenhuma palavra que o Senhor Jesus tenha dito acerca de outros casos.&#8221; Porém Paulo está dizendo que este regime ordinário que ele cita nos versos 10 e 11, que concorda com Mateus, Marcos, Lucas e Romanos, este regime ordinário não envolve todos os casos. Ou seja, que se você tomar estes versos e se os aplicar a todos os casos, estará anulando o regime da exceção e estará anulando o regime misto. Porém quando disse aqui: &#8220;E aos demais&#8221;, significa que não são todos os casos que estão cobertos no regime ordinário e no de exceção, mas há outros casos normais entre crentes que tem seus problemas, porém que não houve fornicação nem da parte de um nem de outro.</p>
<p class="style1">Então, qual é o regime ordinário? Bom, se repudiar a sua mulher e se casar com outra, adultera; e o que se casar com a repudiada, adultera; e se a mulher repudiar a seu marido e se casar com outro, também adultera; por isso, se, porém, se apartar, que fique sem casar ou se reconcilie com o marido, e que o marido não deixe a mulher (v. 11). Esse é o regime ordinário.<br />
Porém, esse regime ordinário envolve tudo? Pelo Espírito Santo, Paulo ensina que não, porque aqui diz: &#8220;E aos demais eu digo, não o Senhor&#8221; (v. 12). Isto quer dizer que há alguns casos que estão fora do regime ordinário, e significa que o Senhor Jesus não falou desses casos. Paulo não está entendendo que Jesus falou de todos os casos; o Senhor somente falou de uns. &#8220;Esses sobre os quais o Senhor falou, mando, não eu; aos que estão unidos em matrimonio, mando, não eu, mas o Senhor; porém o Espírito Santo me mostra que nem todos os casos foram tratados pelo Senhor Jesus&#8221;, e agora o Espírito Santo toca nestes casos por meio da Igreja, e leva Paulo a tratar dos outros casos e ordenar assim também em todas as Igrejas.</p>
<p class="style1">Então, quais são esses outros, esses <em>mais</em> que não estão no regime ordinário? Ele o chama de regime misto. É o de um crente casado com um incrédulo, em que o incrédulo torna a vida do crente insuportável. Esse não é o caso de que fala o Senhor Jesus aqui. Então, se você se encontra com um desses casos que pertencem ao regime misto, e lhe aplica os versos do regime ordinário, vai colocar em uma situação extremamente difícil uma pessoa à qual o Senhor mesmo e o Espírito Santo não colocou nessa situação.</p>
<p class="style1">Então, quais são os demais casos que não cabem dentro do regime ordinário? São estes que aparecem aqui; são os do regime misto. Diz no verso 12: &#8220;Mas aos outros digo eu, não o Senhor&#8221;; ou seja, o regime ordinário é o que se relaciona com o que mandou o Senhor, porém estes são outros casos que sucedem, que o Senhor não menciona. O que o Senhor trata, está no contexto dos fariseus e dos discípulos, de Seu povo, porém não trata dos casos relacionados com incrédulos. Porém nós vamos evangelizando e encontramos casos de irmãos que estão nesta situação, e o Espírito Santo nos move e ajuda-nos a ver o que fazer com estes outros casos, e em outros demais casos. Isso quer dizer que o regime ordinário não abrange todos os casos.</p>
<p class="style1">&#8221; Mas aos outros digo eu, não o Senhor: Se algum irmão tem mulher incrédula, e ela consente em habitar com ele, não se separe dela&#8221; (v. 12). Isto é, no caso de um matrimonio misto, de um crente e um incrédulo, não é lícito ao crente tomar a iniciativa de divorciar-se. Se algum crente está casado com uma mulher incrédula, e ela não adulterou, então, ele não pode divorciar-se; não deve tomar a iniciativa, se ela consente em viver com ele. Agora, se ela abandona a casa e se vai, este é outro caso. O que sucede neste caso? Segue dizendo a Palavra de Deus, nos versos 13 e 14:</p>
<blockquote>
<p class="style1">&#8220;E se alguma mulher tem marido incrédulo, e ele consente em habitar com ela, não se separe dele. Porque o marido incrédulo é santificado pela mulher, e a mulher incrédula é santificada pelo marido crente; de outro modo, os vossos filhos seriam imundos; mas agora são santos.&#8221;</p>
</blockquote>
<p class="style1">Aí se tem em conta principalmente os filhos. Se o incrédulo não tem problemas, então, não se separem. Porém continuamos lendo o verso 15:</p>
<blockquote>
<p class="style1">&#8220;Mas, se o incrédulo se apartar, aparte-se; porque neste caso o irmão, ou a irmã, não está sujeito à servidão; pois Deus nos chamou em paz.&#8221;</p>
</blockquote>
<p class="style1">Aqui se refere a um caso de regime misto. Os outros casos são de regime ordinário. No caso de regime misto, se o incrédulo quer se separar, separe-se. O que acontece, então, com o irmão ou com a irmã? Não está sujeito à servidão neste caso. De maneira que se você quer se sujeitar à servidão, então, se decida. Não está sujeito à servidão em semelhante caso, mas à paz a que Deus nos chamou. Se o cônjuge incrédulo se separar e for embora, o cônjuge crente não deve ficar sujeito à servidão. Os casos não são todos iguais; por isso Paulo fixa estes casos diferentes. Neste caso é melhor que o crente não tome a iniciativa do divórcio, se não houve adultério. Por quê? &#8220;Porque quem sabe se tu salvarás ao teu cônjuge.&#8221; Porém se o incrédulo toma esta decisão, então se separa, e não está o crente sujeito à servidão em semelhante caso. E isto está ordenado em todas as Igrejas. São os casos que aprova o regime ordinário, não o regime de exceção. Porém não deve o crente tomar a iniciativa, a menos que haja o caso de adultério. Se houver adultério, então, se pode divorciar se quiser.</p>
<blockquote>
<p class="style1">&#8220;Pois, como sabes tu, ó mulher, se salvarás teu marido? ou, como sabes tu, ó marido, se salvarás tua mulher? Somente ande cada um como o Senhor lhe repartiu, cada um como Deus o chamou. E é isso o que ordeno em todas as igrejas&#8221; (vv. 16,17).</p>
</blockquote>
<p class="style1">Então, o regime misto, registrado no capítulo 7, do verso 12 ao 17, da primeira carta de Paulo aos coríntios, é uma ordenança apostólica por meio do Espírito Santo, não de palavras do Senhor, porque o Senhor não tratou desses casos, mas os deixou ao Espírito Santo. Em uma ocasião Ele disse: &#8220;Ainda tenho muitas coisas que dizer, porém agora não as podeis entender. Porém quando vier o Espírito da verdade, Ele os guiará a toda a verdade&#8221; (Jo 16.12,13). “Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra, será ligado no céu; e tudo o que desligardes na terra, será desligado no céu&#8221; (Mt 18.18).</p>
<p class="style1">Então, o que temos aqui? Outro regime: o regime misto. O que fazer com os demais casos? O que é dito em 1Coríntios 7.12-17; e isso é uma ordem apostólica a todas as Igrejas. Agora você pode dizer: “Não, Paulo não é o Senhor.&#8221; Isso é verdade; Paulo não é o Senhor. Porém o Espírito Santo foi quem guiou a Paulo, e o Espírito Santo lhe inspirou para tratar desses e de outros casos que não estão no regime ordinário.</p>
<p class="style1" style="color: #000099; text-align: center;"><strong>UMA ÊNFASE FINAL</strong></p>
<p class="style1">Terminamos enfatizando de novo o regime de exceção. Vamos aos capítulos 5 e 19 de        Mateus. O Sermão do Monte registra o que estabeleceu o Senhor Jesus sobra a exceção. Diz em Mateus 5.27-32:</p>
<blockquote>
<p class="style1">“Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela. Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no inferno. E, se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti; pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que vá todo o teu corpo para o inferno. Também foi dito: Quem repudiar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio. Eu, porém, vos digo que todo aquele que repudia sua mulher, a não ser por causa de infidelidade, a faz adúltera; e quem casar com a repudiada, comete adultério”.</p>
</blockquote>
<p class="style1">Ou seja, expõe à mulher ao adultério. Se ela decide viver com outro, ela adultera, mas isso não se aplica se houve fornicação. Em caso de fornicação não se aplicam os verso do regime ordinário. Em Mateus 5.32 e 19.9 o Senhor disse que o regime ordinário estabelece uma exceção. Mateus 19.9 diz: “E Eu vos digo que qualquer que repudiar a sua mulher, salvo por causa de fornicação, e se casar com outra, adultera; e o que casar com a repudiada, adultera”. Se houve fornicação, o regime ordinário não se aplica necessariamente. Há uma exceção. Não é que esteja obrigado a repudiar ou a divorciar; pode perdoar. Porém o Senhor sabe como é a situação; então, o Senhor mesmo, em Mateus 5.32 e 19.9, estabeleceu uma exceção. Qual é essa exceção? Fornicação. Qual é essa coisa indecente? É a fornicação. Vemos pois, que tinha razão o rabino Shamai, que é a mais próxima do ensino do Senhor Jesus.</p>
<p class="style1">Agora, o que é fornicação? Fornicação é toda relação sexual ilícita. O adultério cabe dentro da fornicação. A palavra <em>fornicação</em> é muito mais ampla que a palavra <em>adultério</em>. Se a relação ocorre entre dois solteiros, não é adultério, é fornicação; porém se a fornicação é entre um solteiro e um casado, ou entre dois casados, essa fornicação é adultério; ou seja, a palavra adultério envolve menos que a palavra fornicação, porém a palavra adultério está inclusa na palavra fornicação. O adultério é incluído na fornicação, segundo o uso do próprio Senhor Jesus. Vamos ver como o Senhor usa essas palavras, trocando adultério e fornicação.</p>
<p class="style1">Leiamos Apocalipse 2 a partir do verso 20. Estes versos correspondem ao regime da exceção, ao definir fornicação e ver que o adultério sempre inclui a fornicação. Por que dizemos isto? É porque existem alguns irmãos que dizem que a fornicação só acontecia se o homem descobrisse que sua esposa não era virgem ao realizar-se o casamento, tendo como o único motivo para então poder repudiar a esposa, porém se depois de casado houvesse adultério em sua esposa, tem de suportar. Assim pensam alguns hoje. Ou se houve adultério por parte do marido, a mulher tem de suportá-lo. Porém o que diz aqui a Palavra do Senhor? Vejamos como, na boca de Jesus, adultério e fornicação não são duas coisas separadas, mas que uma está dentro da outra. Se houve adultério, houve fornicação, e se houve fornicação no casado, houve adultério. Veja os versos em Apocalipse 2.20-22:</p>
<blockquote>
<p class="style1">“Mas tenho contra ti que toleras a mulher Jezabel, que se diz profetisa; ela ensina e seduz os meus servos a se prostituírem e a comerem das coisas sacrificadas a ídolos; e dei-lhe tempo para que se arrependesse; e ela não quer arrepender-se da sua prostituição. Eis que a lanço num leito de dores, e numa grande tribulação os que cometem adultério com ela, se não se arrependerem das obras dela.”</p>
</blockquote>
<p class="style1">Aqui o Senhor Jesus está dizendo que fornicar com ela é adulterar com ela. O Senhor está dizendo que fornicação e adultério se relacionam. Se alguém pretende dizer que, por &#8220;causa de fornicação&#8221; significa que a mulher não era virgem quando chegou ao matrimônio, e que isto não implica o adultério, não está dando o alcance que Jesus dá à palavra fornicação. Vemos isso na citação de Apocalipse, que fala de cometer fornicação os que com ela adulteram. Vemos, pois, que adulterar é fornicação. Portanto, a exceção é a seguinte: <em>em nenhum outro caso</em>, senão no caso de fornicação (e aí se inclui o adultério), o cônjuge pode repudiar ao outro. Não há caso que justifique, por exemplo: se portar mal, ser drogado. Deus não dá nenhum outro motivo para divorciar-se; não há motivo para divorciar-se, a não ser somente em caso de fornicação. Se repudiar por outro motivo e se casar com outra, é adultério; e se alguém se casa com a repudiada, é um adúltero.</p>
<p class="style1">Ou seja, não há senão <em>uma só causa de divórcio legítimo</em> estabelecido pelo Senhor Jesus, e que deixa a pessoa livre: se houve fornicação. Nesse caso, a pessoa ofendida tem direito, se quiser, ao divórcio. Não está obrigada, pode perdoar, ou então não perdoar e se decidir a solicitar o divórcio. E se se mantiver sem casar-se de novo e sem se divorciar, o outro está ligado; porém se a pessoa o perdoa, porém quer divorciar-se, somente tem direito se houve fornicação. Se houve fornicação, está dentro dessa porta aberta a um novo casamento. Só pode haver divórcio por causa da única causa estabelecida pelo Senhor, por ser a única culpa: a fornicação. Se houve fornicação por parte de um dos cônjuges (não somente da mulher), então o outro cônjuge, por ser afetado, tem direito de divorciar-se, e ficar assim livre e casar-se com outro livre. Aí não se aplica o regime ordinário, porque esse regime não se aplica ao regime de exceção. A pessoa fica no legítimo direito do divorcio. E se houve fornicação, pode-se divorciar, e se casar novamente.</p>
<p class="style1">Quando já houve o divórcio legítimo, outorgado pela pessoa ofendida, ou se os dois se traíram, então, os dois se dão mutuamente carta de divórcio legítimo. Às vezes, somente ela tem direito a divorciar-se ou às vezes somente ele tem direito. Às vezes, os dois têm direito dentro do regime de exceção, se houve fornicação. Se houve fornicação não se pode aplicar estes versos do regime ordinário, porque o Senhor disse: &#8220;exceto&#8221; ou &#8220;salvo&#8221;. &#8220;Isto é assim, salvo nestes casos&#8221;; &#8220;isto é assim, a não ser neste outro caso&#8221;, há a salvação do divórcio; pode-se dar carta de divórcio.</p>
<p class="style1">Para esta carta de divórcio há uma data, há testemunhas, há uma causa legítima; e se entrega para que a pessoa saiba que foi divorciada, e pode apresentar sua carta de divórcio e deixar a outra pessoa livre, porque se divorciou legitimamente, porque houve fornicação. A partir desse momento, a pessoa fica livre por estar debaixo do regime de exceção. Você pode encontrar todos estes versos, porém não se aplicam neste caso, porque aqui se aplica outro regime, o da exceção.</p>
<p class="style1">Tudo deve ser feito conforme as leis do país onde se resida. Se alguém não encaminha o processo às autoridades competentes e cumpre os requisitos que exigem a lei, ao ir a um cartório para se casar de novo, esta pessoa poderá ser acusada de bigamia; porque também o Senhor quer que se obedeça às leis do país em que se vive. O divórcio deve ficar legalmente reconhecido. O divórcio deve ser feito diante do Estado. Deve ser feita uma carta de divórcio, conforme diz o Senhor, porém deve fazer-se diante do Estado, no lugar em que se registra e se legaliza, diante das autoridades competentes.</p>
<p class="style1">O ofendido é o que dá o divórcio, não o pede. Porque isso é que diz que, se alguém casar e achar nessa pessoa uma causa de fornicação, lhe dará carta de divórcio e a deixará livre; então ela irá para sua casa e poderá casar-se com outro, porque a deixou livre, porque encontrou coisa indecente, que, de acordo com Shamai, fornicou. Não é o que adultera o que dá o divorcio, mas o ofendido. Se não se divorciam, tampouco podem-se casar. Se não se der carta de divórcio, tendo direito a ela, continua casado e não se pode casar com outro. Se der a carta de divórcio, fica livre e o outro também fica livre. Porém, isto no caso de fornicação.<br />
Os católicos vão ao extremo de proibir o divórcio nos casos em que o Senhor não o proíbe, e há outros que vão ao extremo de concedê-lo por qualquer outra causa que o Senhor não admite, pelo cônjuge ser viciado em drogas ou por outro motivo não legítimo.</p>
<p class="style1">Que o Senhor nos ajude. Amém.</p>
<p class="style5">(&#8220;<span class="style15">Assuntos de Matrimônio e Divórcio&#8221;, ministrado na localidade de Tunjuelito, Santafé de Bogotá, D. C., Colômbia, em 23 de janeiro de 1999. Os direitos são do autor. Permite-se a reprodução total e a distribuição gratuita do presente documento, sem qualquer alteração, com a única condição de citar inteiramente a fonte a fim de colaborar e preservar a integridade do texto. Sem tal citação, o autor não pode fazer-se responsável por um novo texto. Texto não revisado pelo autor. Traduzido por irmãos da igreja em Contagem. Foi mantida a forma oral da mensagem.</span>)</p>
</div>
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		<title>Família – céu ou inferno? (Andrew Murray)</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jul 2008 01:07:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Família]]></category>

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		<description><![CDATA[Deus criou o homem à sua própria semelhança (Gn 5.1). O homem caído também produziu filhos à sua semelhança, de acordo com a sua imagem. Infelizmente, depois da queda de Adão, seus filhos receberam a sua semelhança e não a de Deus (Gn 5.3). Este fato mostra-nos o temível e universal poder do pecado. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="item_body" class="bodytext"><span style="font-family: impact; color: navy; font-size: small;"><span style="font-family: verdana; color: black; font-size: x-small;"><span style="font-size: x-small;">Deus criou o homem à sua própria semelhança (Gn 5.1). O homem caído também produziu filhos à sua semelhança, de acordo com a sua imagem. Infelizmente, depois da queda de Adão, seus filhos receberam a sua semelhança e não a de Deus (Gn 5.3).</span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: impact; color: navy; font-size: small;"><span style="font-family: verdana; color: black; font-size: x-small;"><span style="font-size: x-small;">Este fato mostra-nos o temível e universal poder do pecado. O poder de dar vida aos outros foi uma das maravilhosas características da semelhança de Deus conferidas ao homem. Quando o pecado entrou no homem, aquela semelhança não foi destruída, porém foi terrivelmente distorcida. O homem ainda tinha o poder de gerar filhos à sua própria semelhança. </span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: impact; color: navy; font-size: small;"><span style="font-family: verdana; color: black; font-size: x-small;"><span style="font-size: x-small;">Quando o pecado conquistou Adão, conquistou toda a raça humana. É por causa dessa habilidade de reproduzir que o homem pode ser renovado para se tornar a força que Deus usa para restabelecer seu Reino. A relação de pais para filhos tornou-se o poder do pecado. Contudo, quando Deus a restaurar, será a força da graça. </span></span></span></p>
<p align="center"><span style="font-family: impact; color: navy; font-size: small;"><span style="font-family: verdana; color: black; font-size: x-small;"><strong><span style="font-size: medium;">O Pecado dos Pais</span></strong></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: impact; color: navy; font-size: small;"><span style="font-family: verdana; color: black; font-size: x-small;"><span style="font-size: x-small;">Notemos na primeira família como o pecado do pai reapareceu e amadureceu no filho. <em>&#8220;Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração&#8230; e o teu próximo como a ti mesmo&#8221; </em>(Mt 22.37-39). Nestes dois grandes mandamentos, temos a soma de toda a vontade de Deus para conosco. </span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: impact; color: navy; font-size: small;"><span style="font-family: verdana; color: black; font-size: x-small;"><span style="font-size: x-small;">Adão havia transgredido o primeiro e, no seu pecado, lançara fora o amor a Deus. Seu primogênito se recusou a sujeitar-se ao segundo mandamento, alimentando ódio e, depois, assassinando seu irmão. Com o pecado de Adão, sua natureza se corrompeu, e foi justamente essa natureza que ele transmitiu ao seu filho. O pecado do filho foi o fruto amadurecido do pecado do pai. </span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: impact; color: navy; font-size: small;"><span style="font-family: verdana; color: black; font-size: x-small;"><span style="font-size: x-small;">Este primeiro quadro da vida em família, que temos na Palavra de Deus, lança uma luz sombria sobre nossos próprios lares. Os pais freqüentemente vêem suas próprias falhas e limitações no comportamento pecaminoso de seus filhos. Quando os pais reconhecem que seus filhos herdaram sua própria natureza corrupta, isso deve torná-los muito mais pacientes e sábios na forma de discipliná-los. Deve levar os pais a buscarem a única solução para o pecado &#8211; a graça e a vida que vêm do alto!</span></span></span></p>
<p align="center"><span style="font-family: impact; color: navy; font-size: small;"><span style="font-family: verdana; color: black; font-size: x-small;"><strong><span style="font-size: medium;">A Raiz de Todo o Pecado</span></strong></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: impact; color: navy; font-size: small;"><span style="font-family: verdana; color: black; font-size: x-small;"><span style="font-size: x-small;">É no pecado daquele primeiro filho, Caim, que temos a raiz e o protótipo de todos os pecados dos filhos. A família foi designada por Deus para ser a imagem do amor que reina no céu. O pecado entrou na primeira família e, ao invés de ser a imagem do céu, passou a ser a entrada para o inferno. No lugar do amor e da felicidade que Deus planejou para a família, ódio e homicídio a transformaram numa cena de terrível violência. </span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: impact; color: navy; font-size: small;"><span style="font-family: verdana; color: black; font-size: x-small;"><span style="font-size: x-small;">A raiz de todo o pecado é o egoísmo &#8211; separando-nos primeiro de Deus e depois do homem. O egoísmo se manifesta até nos pequeninos do maternal. Surge nas atividades diárias com amigos na escola ou nas brincadeiras com colegas. Manifesta-se mesmo contra o pai ou a mãe, impedindo o filho de dar amor ou obediência. </span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: impact; color: navy; font-size: small;"><span style="font-family: verdana; color: black; font-size: x-small;"><span style="font-size: x-small;">O amor é o caminho que nos leva a habitarmos em Deus e Deus em nós. Os pais devem buscar isto acima de tudo: <em>o reinado do amor em seu lar.</em> Precisamos reconhecer que cada manifestação de um espírito egoísta ou sem amor é semente da árvore que produziu fruto tão amargo em Caim. Nada deve servir de empecilho para que os pais removam essas sementes malignas da vida de seus filhos. Devemos temer e arrancar as sementes que podem amadurecer de forma tão terrível mais adiante. Nosso alvo deve ser restaurar a vida em nossa família para aquilo que era o propósito original de Deus: ser um espelho e um antegosto do amor do céu. </span></span></span></p>
<p align="center"><span style="font-family: impact; color: navy; font-size: small;"><span style="font-family: verdana; color: black; font-size: x-small;"><strong><span style="font-size: medium;">A Responsabilidade dos Pais</span></strong></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: impact; color: navy; font-size: small;"><span style="font-family: verdana; color: black; font-size: x-small;"><span style="font-size: x-small;">Não devemos esquecer a influência da vida dos pais. &#8220;À sua semelhança, conforme a sua imagem&#8230;&#8221; Estas palavras se referem não só a uma bênção perdida no Paraíso, e à maldição que veio com o pecado, mas também à graça que vem com a redenção. </span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: impact; color: navy; font-size: small;"><span style="font-family: verdana; color: black; font-size: x-small;"><span style="font-size: x-small;">É verdade que um cristão nascido de novo não pode, através de nascimento natural, gerar um filho à sua semelhança espiritual. Entretanto, é também verdade que aquilo que a natureza não pode produzir, a oração e uma vida de fé podem alcançar através das promessas e do poder de Deus. </span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: impact; color: navy; font-size: small;"><span style="font-family: verdana; color: black; font-size: x-small;"><span style="font-size: x-small;">Os pais devem ser o que querem que seus filhos sejam. Se quisermos guardá-los do pecado de Caim, que não amou seu irmão, devemos vigiar contra o pecado de Adão, que não amou o mandamento do seu Deus. <em>Que o pai e a mãe vivam uma vida marcada pelo amor a Deus e ao próximo.</em> Este é o tipo de ambiente em que filhos amorosos podem ser criados. Que todos os tratamentos com seus filhos sejam marcados pelo amor. Palavras iradas, repreensões ásperas e respostas impacientes são contagiosas. </span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: impact; color: navy; font-size: small;"><span style="font-family: verdana; color: black; font-size: x-small;"><span style="font-size: x-small;">O amor exige abnegação. Leva tempo, atenção e perseverança para treinar nossos filhos nos caminhos de Deus. Quando nossos filhos nos ouvem falando dos outros, seja de amigos ou de inimigos, que recebam a impressão do amor de Cristo que queremos manifestar. O pai e a mãe também devem mostrar amor e respeito um pelo outro. Suas atitudes bondosas e desprendidas de egoísmo devem provar aos filhos que o amor é possível e que tem recompensas imediatas.</span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: impact; color: navy; font-size: small;"><span style="font-family: verdana; color: black; font-size: x-small;"><span style="font-size: x-small;">Acima de tudo, lembremos que é o amor de Deus que é o segredo de um lar amoroso na Terra. Quando os pais amam ao Senhor seu Deus com todo o coração, o amor em família será fortalecido. Somente aqueles pais que estão dispostos a viver vidas consagradas, inteiramente entregues a Deus, receberão a plena promessa e a bênção do Senhor. Se quisermos transformar nossos lares num antegosto do céu, então religião comum, de coração morno, não será suficiente. Somente o amor de Deus derramado em nossos corações e vidas farão nossos lares na Terra se assemelharem ao lar do céu. </span></span></span></p>
<p align="center"><span style="font-family: impact; color: navy; font-size: small;"><span style="font-family: verdana; color: black; font-size: x-small;"><strong><span style="font-size: medium;">Família &#8211; Instrumento de Deus</span></strong></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: impact; color: navy; font-size: small;"><span style="font-family: verdana; color: black; font-size: x-small;"><em><span style="font-size: x-small;">&#8220;Pela fé Noé&#8230; aparelhou uma arca para a salvação de sua casa&#8221; </span></em><span style="font-size: x-small;">(Hb 11.7). Noé é um exemplo de como a fé de um pai justo obtém uma bênção, não só para si mesmo, mas para seus filhos também. Até Cão, o filho de Noé que, quanto ao seu caráter, merecia perecer, foi salvo do dilúvio por meio da fé do pai. Isto prova que, aos olhos de Deus, a família é considerada uma unidade, com o pai como cabeça e representante. Os pais e os filhos são um só, e é neste princípio que Deus agirá com as famílias do seu povo. Foi esse mesmo princípio que deu ao pecado seu terrível poder no mundo. </span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: impact; color: navy; font-size: small;"><span style="font-family: verdana; color: black; font-size: x-small;"><span style="font-size: x-small;">Quando Adão pecou, todos seus descendentes se tornaram sujeitos ao pecado e à morte. O dilúvio, assim como a queda, foi prova disso. Vemos que os filhos do terceiro filho de Adão, Sete, caíram tanto quanto os filhos de Caim. Sete também foi um filho gerado à semelhança de Adão (Gn 5.3), com uma natureza pecaminosa a ser transmitida de geração a geração. Assim, o pecado ganhou domínio universal sobre todas as gerações. A família tornou-se a maior fortaleza do pecado, porque os filhos herdavam o mal de seus pais. A unidade dos pais e filhos era a força do pecado. </span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: impact; color: navy; font-size: small;"><span style="font-family: verdana; color: black; font-size: x-small;"><span style="font-size: x-small;">A libertação de Noé do dilúvio seria a introdução de uma nova era &#8211; o primeiro grande ato da graça redentora de Deus em favor de um mundo pecaminoso. Nele, Deus manifestou os grandes princípios da graça que são: <em>misericórdia </em>no meio do juízo, <em>vida </em>através da morte, e <em>fé </em>como o meio de libertação. </span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: impact; color: navy; font-size: small;"><span style="font-family: verdana; color: black; font-size: x-small;"><span style="font-size: x-small;">A família foi o instrumento através do qual o pecado alcançou seu domínio universal. Este princípio seria agora resgatado do poder do pecado e adotado na aliança da graça. A família agora serviria como a ferramenta para estabelecer o Reino de Deus. A relação de pais e filhos tinha sido o meio de transmitir e estabelecer o poder do pecado. Agora a família seria o veículo para a extensão da graça do Reino de Deus. </span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: impact; color: navy; font-size: small;"><span style="font-family: verdana; color: black; font-size: x-small;"><span style="font-size: x-small;">O homem que é justo aos olhos de Deus não é tratado meramente como indivíduo, mas no seu papel como pai. Quando Deus abençoa, ele tem prazer em abençoar de forma tão abundante que a bênção transborda para a casa do seu servo. O pai é mais do que o canal designado para suprir as necessidades materiais do filho. O pai que crê precisa se enxergar como canal escolhido e administrador da graça de Deus.</span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: impact; color: navy; font-size: small;"><span style="font-family: verdana; color: black; font-size: x-small;"><span style="font-size: x-small;">Precisamos compreender esta verdade bendita e, pela fé, aceitar a Palavra de Deus. <em>&#8220;Tens sido justo diante de mim no meio desta geração&#8221; </em>(Gn 7.1). Então compreenderemos também esta palavra: <em>&#8220;Entra na arca, tu e toda a tua casa&#8221;.</em> Deus dá a certeza de que a arca na qual o pai será salvo é para toda sua família também. A arca será a casa da família. Deus não se dirige aos membros da família separadamente &#8211; o pai deverá levar toda sua família para dentro da arca. </span></span></span></p>
<p align="center"><span style="font-family: impact; color: navy; font-size: small;"><span style="font-family: verdana; color: black; font-size: x-small;"><strong><span style="font-size: medium;">Salvos Pela Fé</span></strong></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: impact; color: navy; font-size: small;"><span style="font-family: verdana; color: black; font-size: x-small;"><span style="font-size: x-small;">Pode surgir a pergunta se um pai tem o poder de levar seus filhos à arca. A resposta é simples e clara: <em>&#8220;Pela fé </em>Noé aparelhou uma arca para a salvação de sua casa&#8221;. Deus sempre dá graça em proporção ao dever que impõe. Os pais que crêem precisam viver, agir e orar em favor de seus filhos e, junto com eles, como os que têm a convicção que os filhos foram designados por Deus para estarem junto com eles na arca. Devemos confiar firmemente em Deus em favor da salvação de cada filho. Devemos instruir e inspirar nossos filhos com este pensamento em mente. Que eles cresçam com a consciência de que estar junto com seus pais é estar na arca. Dessa forma, a bênção não se perderá.</span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: impact; color: navy; font-size: small;"><span style="font-family: verdana; color: black; font-size: x-small;"><span style="font-size: x-small;">Não é suficiente orar e esperar que seu filho seja salvo. Você precisa aceitar pela fé a certeza de que pode ser salvo e agir em obediência à ordem de trazê-lo para dentro da arca. </span></span></span></p>
<p><span style="font-family: impact; color: navy; font-size: small;"><span style="font-family: verdana; color: black; font-size: x-small;"><em><span style="font-size: xx-small;">Extraído do livro &#8220;How to Bring Your Children to Christ&#8221;, de Andrew Murray. www.impacto.com.br</span></em></span></span></div>
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		<title>Sobre a educação dos filhos (John Wesley)</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jul 2008 00:56:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8216;Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele&#8217;. (Provérbios 22:6) 1. Nós não devemos imaginar que essas palavras devam ser entendidas, em um sentido absoluto, como se nenhuma criança que tivesse sido instruída no caminho em que ela deveria ir, jamais tenha se afastado dele. Os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><em>&#8216;Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele&#8217;</em>. <strong>(Provérbios 22:6)</strong></span></div>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><strong>1.</strong> Nós não devemos imaginar que essas palavras devam ser entendidas, em um sentido absoluto, como se nenhuma criança que tivesse sido instruída no caminho em que ela deveria ir, jamais tenha se afastado dele. Os fatos, de modo algum, irão concordar com isto: Ao contrário, tem sido uma observação comum, que <em>&#8216;alguns dos melhores pais têm os piores filhos&#8217;. </em>É verdade, este poderia ser o caso, porque, algumas vezes, homens bons, nem sempre têm um bom entendimento, e, sem isto, dificilmente se deve esperar que eles vão saber como instruir seus filhos. Além disto, estes que são, em outros aspectos, homens bons, têm freqüentemente muito mais comodidade de temperamento; de modo que eles não vão restringir seus filhos do mal, além do que o velho Eli fez, quando ele disse gentilmente: <em>&#8216;Não, meus filhos, o relato que ouvi de vocês não é bom&#8217;.</em> </span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><strong>(I Samuel 2:22-23) <em>&#8216;</em></strong><em>Era, porém, Eli já muito velho, e ouvia tudo quanto seus filhos faziam a todo o Israel, e de como se deitavam com as mulheres que em bandos se ajuntavam à porta da tenda da congregação. E disse-lhes: Por que fazeis tais coisas? Pois ouço de todo este povo os vossos malefícios. Não, filhos meus, porque não é boa esta fama que ouço; fazeis transgredir o povo do Senhor&#8217;</em>. Esta, então, não é uma contradição à afirmação; porque seus filhos não foram <em>&#8216;instruídos no caminho onde deveriam ir&#8217;. </em>Mas deve-se reconhecer que alguns têm sido instruídos com todo cuidado e diligência possível; e, ainda assim, antes que se tornem idosos; sim, no vigor da idade, eles se separam extremamente dele. </span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><strong>2.</strong> As palavras, então, devem ser entendidas com alguma limitação, e, então, elas conterão uma verdade inquestionável. Trata-se de uma promessa geral, embora que não universal; e muitos têm encontrado um feliz cumprimento dela. Como este é o método mais provável, que alguns pais podem adotar, para tornar seus filhos devotos, então, ele geralmente, embora que não sempre, atende com o sucesso desejado. O Deus de seus antepassados está com seus filhos; Ele abençoa a diligência deles, e eles têm satisfação em deixar sua religião, tanto quanto seus bens mundanos, para aqueles que descendem deles. </span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><strong>3.</strong> Mas qual é <em>&#8216;o caminho em que uma criança deve seguir?&#8217;;</em> e como nós devemos <em>&#8216;instruí-la&#8217;</em> nele: O alicerce disto é admiravelmente bem colocado pelo Sr. Law, em seu <em>&#8216;Um Chamado Sério para uma Vida Devota&#8217;. </em> Partes de suas palavras é: -</span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;">&#8220;Tivéssemos continuado perfeitos, como Deus criou o primeiro homem, talvez, a perfeição de nossa natureza tivesse sido uma auto-instrutora suficiente para cada um. Mas assim como as enfermidades e doenças têm criado a necessidade de medicamentos e médicos, então, as desordens de nossa natureza racionais têm introduzido a necessidade de educadores e tutores&#8221;.</span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;">&#8220;E como a única finalidade de um médico é restaurar a natureza ao seu estado próprio; então, a única finalidade da educação é restaurar nossa natureza racional ao seu estado apropriado. Educação, portanto, deve considerada como razão usada como segunda-mão, para, tanto quanto ela puder, suprir a perda da perfeição original. E, como a Medicina pode justamente ser chamada de a arte de restaurar a saúde; então, a educação pode ser considerada, sob outro aspecto, como a arte de recuperar, para o homem, a sua perfeição racional&#8221;.</span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;">&#8220;Este foi o objetivo diligenciado, pelos jovens que atenderam junto a Pitágoras, Sócrates e Platão. As lições e instruções diárias deles eram tantas preleções sobre a natureza do homem; sua finalidade verdadeira, e o correto uso de suas faculdades; sobre a imortalidade das almas; sua relação com Deus; a concordância da virtude com a natureza divina; sobre a necessidade da temperança, justiça, misericórdia, e verdade; e a insensatez de favorecer nossas paixões&#8221;.</span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"> &#8220;Agora, como o Cristianismo tem criado, por assim dizer, o novo mundo moral e religioso, e estabelecido tudo que é razoável, sábio, santo e desejável em seu ponto de vista verdadeiro; então, alguém poderia esperar que a educação dos filhos pudesse ser tão melhorada pelo Cristianismo, como as doutrinas da religião são&#8221;.</span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;">&#8220;Como ele introduziu um novo estado de coisas, e nos informou tão completamente da natureza do homem, e a finalidade de sua criação; como ele tem fixado todas as nossas bondades e maldades, nos ensinado os significados de purificar nossas almas, de agradar a Deus, sermos felizes eternamente; alguém poderia naturalmente supor que cada região cristã afluiu com escolas, não apenas para ensinar poucas questões e respostas de um catecismo, mas para formar, instruir e treinar as crianças, em tal curso da vida como as doutrinas mais sublimes do Cristianismo requerem&#8221;.</span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;">&#8220;E a educação sob a orientação de Pitágoras ou Sócrates teve nenhuma outra finalidade, a não ser ensinar as crianças a pensarem e agirem como Pitágoras e Sócrates faziam&#8221;.</span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;">&#8220;E não é razoável supor que uma educação cristã possa ter nenhuma outra finalidade, a não ser ensinar a elas como pensarem, julgarem, e agirem de acordo com as regras mais rigorosas do Cristianismo?&#8221;.</span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"> &#8220;De qualquer forma, alguém poderia supor que, em todas as escolas cristãs, o ensiná-las a começar suas vidas no espírito do Cristianismo, &#8212; em tal abstinência, humildade, sobriedade e devoção, como o Cristianismo requer, &#8212; não deveria ser apenas mais; mas cem vezes mais, considerado, mais ainda, que todas as outras coisas&#8221;.</span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;">&#8220;Porque aqueles que nos educam imitam nossos anjos guardiões; sugerem nada para nossas mentes, a não ser o que é sábio e santo; nos ajudam a descobrir todo julgamento falso de nossas mentes, e a conquistar toda paixão errada em nossos corações&#8221;. </span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"> &#8220;E é tão razoável esperar e requerer todo este benefício de uma educação cristã, como requerer que o médico possa fortalecer tudo o que é certo em nossa natureza, e remover todas as nossas doenças&#8221;. </span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><strong>4.</strong> Que seja cuidadosamente lembrado, todo este tempo, que Deus, e não o homem, é o médico das almas; que é Ele, e ninguém mais, que dá o medicamento para curar nossa doença natural; que toda <em>&#8216;a ajuda que é feita sobre a terra, é Ele quem faz&#8217;;</em> que nenhum dos filhos dos homens é capaz de <em>&#8216;trazer uma coisa limpa do que é sujo&#8217;; </em>e, em uma palavra, que <em>&#8216;é Deus quem opera em nós, o desejar e o fazer o que lhe agrada&#8217;. </em> Mas é geralmente seu prazer trabalhar pelas suas criaturas; ajudar o homem através do homem. Ele honra os homens para serem, em um sentido, <em>&#8216;trabalhadores junto com Ele&#8217;.</em> Por esses meios, a recompensa é nossa, enquanto a glória resulta para Ele.<em> </em> <em> </em></span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><strong>5. </strong>Isto sendo estabelecido como premissa, com o objetivo de ver distintamente qual é este caminho, em que nós devemos instruir uma criança, vamos considerar: Quais são as doenças de sua natureza? Quais sãos essas doenças espirituais que cada um que é nascido de uma mulher traz consigo para o mundo?</span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;">A primeira, não se trata do <span style="text-decoration: underline;">Ateísmo</span>? Afinal, isto tem sido tão plausivelmente escrito, concernente <em>&#8216;a idéia inata de Deus&#8217;;</em> afinal, isto tem sido dito de sua existência comum a todos os homens, em todas as épocas e nações; não parece que o homem tem naturalmente alguma idéia a mais de Deus, do que alguma das bestas do campo; afinal, ele não tem conhecimento de Deus; nem temor de Deus; nem Deus está em todos os seus pensamentos. Qualquer que possa ser a mudança a ser forjada, mais tarde, (se pela graça de Deus, ou pela sua própria reflexão, ou pela educação); pela sua natureza, ele é um mero Ateísta. </span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><strong>6.</strong> De fato, pode ser dito que todo homem, pela sua natureza, é, por assim dizer, seu próprio deus. Ele adora a si mesmo. Ele é, em sua própria concepção, absoluto Senhor de si mesmo. O herói de Dryden [O grande poeta inglês, John Dryden, nasceu em 09 de Agosto de 1631] fala apenas de acordo com a natureza, quando ele diz: <em>&#8216;Eu mesmo sou o rei de mim&#8217;.</em> Ele busca a si mesmo em todas as coisas. Ele agrada a si mesmo. E, por que não? Quem é o Senhor sobre ele? A sua vontade própria é sua única lei; ele faz isto ou aquilo, porque é do seu bom prazer. No mesmo espírito, como o <em>&#8216;filho da manhã&#8217; </em>diz do velho tempo, <em>&#8216;Eu irei ocupar os lados do Norte&#8217;,</em> diz ele, <em>&#8216;Eu farei desta ou daquela maneira&#8217;.</em> E nós não encontramos homens conscientes, de todos os lados, que são do mesmo espírito? Que, se perguntados, <em>&#8216;Por que vocês fizeram isto?&#8217;</em>, irão rapidamente responder, <em>&#8216;Porque eu estava decidido a fazê-lo&#8217;. </em></span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><strong>7. </strong>Uma outra doença, que toda alma humana traz consigo para o mundo, é <span style="text-decoration: underline;">o orgulho</span>; uma propensão contínua para pensar em si mesmo mais altamente do que deveria. Cada homem pode discernir, mais ou menos dessa doença em cada um – a não ser em si mesmo. E, realmente, se ele pudesse discerni-la em si mesmo, ela não iria subsistir muito tempo, porque ele iria, então, em conseqüência, pensar de si mesmo, justamente como deveria pensar. </span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><strong>8.</strong> A próxima doença natural a cada alma humana, nascida com cada homem, é <span style="text-decoration: underline;">o amor ao mundo</span>. Cada homem é, pela natureza, um amante da criatura, em vez do Criador; um <em>&#8216;amante do prazer&#8217;, </em>de todo tipo, <em>&#8216;mais do que um amante de Deus&#8217;.</em> Ele é um escravo dos desejos tolos e danosos, de um tipo ou de outro, tanto para o <em>&#8216;desejo da carne, o desenho dos olhos, quanto do orgulho da vida&#8217;. </em> <em>&#8216;O desejo da carne&#8217;</em> é uma propensão a buscar felicidade no que gratifica um ou mais dos sentidos exteriores. <em>&#8216;O desejo dos olhos&#8217;</em>, é a propensão a buscar a felicidade no que gratifica o sentido interno da imaginação, quer pelas coisas grandiosas, ou novas, ou belas. <em>&#8216;O desejo da vida&#8217;</em> parece significar uma propensão a buscar felicidade no que gratifica o senso de honra. A este assunto, usualmente se refere, <em>&#8216;o amor ao dinheiro&#8217;, </em>uma das paixões mais básicas que pode ter lugar no coração humano. Mas pode-se duvidar, se esta não é uma intemperança adquirida, em vez de uma doença natural. </span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><strong>9. </strong>Quer isto seja uma doença natural ou não, o certo é que a <span style="text-decoration: underline;">ira</span> é. O filósofo antigo a defina como <em>&#8216;um sentido da injúria recebida, com um desejo de vingança&#8217;. </em>Agora, existiu alguém nascido de uma mulher que não se afligiu debaixo disto? Na verdade, como outras doenças da mente, ela é muito mais violenta em uns, do que em outros. Porém é um furor breve, como fala o poeta; é uma loucura real, embora que breve, onde quer que esteja.</span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><strong>10.</strong> Um <span style="text-decoration: underline;">desvio da verdade</span> é igualmente natural a todos os filhos dos homens. Alguém disse em sua precipitação, <em>&#8216;Todos os homens são mentirosos&#8217;;</em> mas nós podemos dizer, numa reflexão moderada: Todos os homens naturais irão, numa tentação pessoal, mudar, ou dissimular a verdade. Se eles não transgredirem a veracidade; se eles não disserem o que é falso; ainda assim, eles freqüentemente irão transgredir a simplicidade. Eles usam de artimanhas; eles expõem cores falsas; eles praticam tanto a simulação, quanto a dissimulação. De modo que você não pode dizer verdadeiramente de alguma pessoa viva, até que a graça tenha alterado a natureza,<em> &#8220;Observe um israelita, em quem, de fato, não existe fraude!&#8221;. </em><strong>(João 1:47)</strong><em> &#8216;Jesus viu Natanael vir ter com ele, e disse dele: Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo&#8217;. </em></span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><strong>11.</strong> Cada um é igualmente propenso, pela natureza, a <span style="text-decoration: underline;">falar ou agir contrário à justiça.</span> Esta é uma das doenças que nós trazemos conosco para o mundo. Todas as criaturas são naturalmente parciais a si mesma, e, quando a oportunidade oferece, têm mais consideração ao seu interesse ou prazer próprios do que a justiça estrita permite. Nem algum homem é, pela natureza, misericordioso, como nosso Pai celeste é misericordioso; mas todos, mais ou menos transgridem aquela regra gloriosa da misericórdia, assim como justiça: <em>&#8216;O que quer que queira que os homens façam a você, faça o mesmo a eles&#8217;.</em></span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><strong>12.</strong> Agora, se essas são as doenças gerais da natureza humana, não é a grande finalidade da educação curá-las? E não cabe a todos esses a quem Deus tem confiado a educação dos filhos, tomar todo cuidado possível, primeiro, para não aumentar, não alimentar alguma dessas doenças, (como a generalidade dos pais constantemente fazem), e, depois, usar todos os meios possíveis para curá-las?</span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><strong>13. </strong>Para ser mais específico. O que os pais podem fazer, e as mães mais especialmente, para cujos cuidados nossas crianças estão necessariamente comprometidas em suas tenras idades, com respeito ao Ateísmo que é natural a todos os filhos dos homens? Como isto é alimentado, pela generalidade dos pais; mesmo aqueles que amam, ou, pelo menos, temem a Deus; quando eles passam horas, talvez dias, com seus filhos, e dificilmente mencionam o nome Dele! Neste meio tempo, eles falam de milhares de outras coisas no mundo que estão em volta deles. E as coisas do mundo atual, que circundam essas crianças, não irão, então, naturalmente tomar seus pensamentos, e colocar Deus a uma distância maior deles (se isto for possível) do que Ele estava antes? Os pais não alimentam o Ateísmo de seus filhos, mais além, atribuindo as obras da criação à natureza? Não é a maneira comum de falar a respeito da natureza deixar Deus completamente fora da questão? Eles não alimentam essa doença, quando quer que eles falem, nos ouvidos de seus filhos, de alguma coisa acontecendo deste ou daquele modo?  Das coisas vindas por acaso? Pela boa ou má sorte? Como também, quando eles se referem a este ou aquele evento, pela sabedoria ou poder dos homens; ou, realmente, a alguma outra segunda causa, como se esses governassem o mundo? Sim, eles, sem perceberem, não a alimentam, enquanto eles falam de sua própria sabedoria, ou bondade, ou poder para fazer isto ou aquilo, sem expressamente mencionar que todos esses são o dom de Deus? Tudo isto, tende a confirmar o Ateísmo de seus filhos, e manter Deus fora de seus pensamentos. </span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><strong>14. </strong>Mas nós estamos, de modo algum, limpos do sangue deles, se nós apenas formos assim tão longe, se nós meramente não alimentamos a sua doença. O que pode ser feito para curá-la? Da primeira alvorada da razão, inculcar, continuamente, que Deus está nisto e em toda parte. Deus fez você e a mim, e a Terra, e o sol, e a lua, e todas as coisas. E todas as coisas são Dele; céu e terra, e tudo que nela existe. Deus ordena todas as coisas. Ele faz o sol brilhar, e o vento soprar, e as árvores produzirem frutos. Nada vem por acaso; esta é uma palavra tola; não existe tal coisa como acaso. Já que Deus criou o mundo, então, Ele governa o mundo e todas as coisas que estão nele. Nem um pardal cai no chão, se não for pela vontade de Deus. E como Ele governa todas as coisas, então, ele governa todos os homens, bons e maus, pequenos e grandes. Ele dá a eles todo o poder e sabedoria que eles têm. E Ele governa tudo. Ele nos dá toda a bondade que temos; todo bom pensamento e palavra, e obra são Dele. Sem Ele, nós não podemos pensar coisa alguma certa, ou fazer coisa alguma correta. Assim é que nós inculcamos neles que Deus é tudo em tudo. </span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><strong>15.</strong> Assim, nós podemos neutralizar, e, pela graça de Deus nos assistindo, gradualmente curar o Ateísmo natural de nossas crianças. Mas o que podemos fazer para curar a vontade própria dela? Ela está igualmente enraizada em sua natureza, e é, de fato, a idolatria original, que não está confinada a uma época ou região, mas é comum a todas as nações debaixo do céu. E quão poucos são os pais, que não são culpados neste assunto, mesmo em meio aos cristãos que verdadeiramente temem a Deus! Quem não alimenta, e aumenta continuamente essa intemperança em seus filhos? Permitir-lhes a vontade própria faz isto mais efetivamente. Permitir a eles seguirem seu próprio caminho é o método certo de aumentar a vontade própria sete vezes mais. Mas quem tem a resolução de fazer o contrário? Um pai em cem! Quem pode ser tão singular, tão cruel, para não condescender, mais ou menos, a seu filho? <em>&#8216;E por que você não poderia? Que dano pode haver nisto, que todos fazem?&#8217;.</em> O dano é que isto fortalece a vontade deles, cada vez mais, até que ela não se submeta nem a Deus, nem ao homem. Condescender aos filhos é, tanto quanto em nós se coloca, fazer a doença deles, incurável. Os pais sábios, por outro lado, devem começar a coibir a vontade deles, no primeiro momento em que ela aparece. Em toda a sabedoria da educação cristã, não existe coisa alguma mais importante do que isto. A vontade dos pais está, para o filho pequeno, no lugar da vontade de Deus. Portanto, cuidadosamente os ensine a se submeterem a isto, enquanto são crianças, para que eles possam estar prontos a submeterem-na à vontade de Deus, quando forem homens. Mas, com o objetivo de conduzir este ponto, você irá precisar de firmeza e resolução incríveis; porque, depois de você ter começado, uma vez, você não deverá mais desistir. Você deverá manter-se firme ainda no mesmo curso; você nunca deverá intermitir sua atenção por uma hora, do contrário você perderá seu trabalho.</span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><strong>16. </strong>Se você não está disposto a perder todo o trabalho que tem tido, para coibir a vontade de seu filho, e trazê-la, em sujeição, à sua, para que ela possa estar, mais tarde, sujeita à vontade de Deus, existe um conselho que, embora pouco conhecido, deve ser particularmente observado. Pode parecer uma circunstância pequena; mas tem uma conseqüência maior do que alguém pode facilmente imaginar. É este: Nunca, de maneira alguma, dê para a criança alguma coisa, pela qual ela chorou. Porque é uma observação verdadeira (e você poderá fazer o experimento, tão freqüentemente quanto lhe agradar) que, se você der a uma criança o que ela pede a você chorando; ela certamente irá chorar novamente. </span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><em>&#8216;Mas, se eu não dou a ela, quando ela chora, ela irá gritar o dia todo&#8217;.</em> </span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;">Se ela fizer isto, será por sua culpa; uma vez que está em seu poder efetivamente impedi-la: Porque nenhuma mãe precisa suportar um filho gritando alto, depois que ele tem um ano de idade. </span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><em>&#8216;Porque é impossível impedi-la&#8217;. </em> </span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;">Assim, muitos supõem, mas trata-se de um completo equívoco. Eu sou testemunha, exatamente do contrário; e assim muitos outros são. Minha mãe teve dez filhos, cada um tinha vitalidade o suficiente; ainda assim, nenhuma delas era ouvida gritar alto depois que tivesse um ano de idade. A senhora de Sheffield (diversas dessas crianças, eu suponho, ainda estão vivas) me afirmou que ela teve o mesmo sucesso com respeito aos seus oito filhos. Quando alguns estavam contestando a possibilidade disto, o Sr. Parson Greenwood (bem conhecido no norte da Inglaterra) replicou:</span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><em>&#8216;Isto não pode ser impossível: Eu tive prova disto em minha família. Mais do que isto. Eu tenho seis filhos de minha primeira mulher; e ela não aceitou que algum deles chorasse alto, depois que eles tivessem dez meses de idade. E ainda assim, nenhum vigor deles foi tão coibido, de maneira a incapacitá-los para algum, dos ofícios da vida&#8217;.</em></span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;">Isto, portanto, pode ser feito por alguma mulher de bom-senso, que pode, por meio disto, evitar a si mesma uma abundância de problema, e prevenir aquele barulho desagradável; os berros das crianças jovens, que podem ser ouvidos debaixo do telhado dela. Mas eu admito que ninguém, a não ser uma mulher de juízo será capaz de efetuar isto; sim, e uma mulher de tal paciência e resolução, que somente a graça de Deus pode dar. De qualquer modo, isto é sem dúvida, o caminho mais excelente: e ela que é capaz de recebê-lo, que o receba!</span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><strong>17. </strong>É difícil dizer se a <span style="text-decoration: underline;">vontade própria</span> ou <span style="text-decoration: underline;">orgulho</span> seja a mais fatal intemperança. Foi principalmente o orgulho que atirou para baixo, tantas estrelas do céu, e tornou anjos em demônios. Mas o que os pais podem fazer, com o objetivo de parar isto, antes que ele possa ser radicalmente curado?</span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"> Primeiro: Cuide de não acrescentar combustível à chama; de alimentar a doença que você deve curar. Quase todos os pais são culpados de fazerem isto, por elogiarem seus filhos na frente deles. Se você está consciente da tolice e crueldade disto, veja que você inviolavelmente abstenha-se de fazê-lo. E, a despeito do temor ou complacência, dê um passo adiante. Não apenas não encoraje, mas não aceite que outros façam o que você mesmo não se atreve a fazer. Quão poucos pais estão suficientemente atentos a isto, &#8212; ou, pelo menos, suficientemente resolutos a praticar isto, &#8212; parar cada um, na primeira palavra, dos que forem elogiá-los na frente deles! Mesmo estes que, de modo algum, estariam solícitos ao elogio próprio; todavia, não hesitariam de estarem solícitos ao elogio de seus filhos; sim, e isto na frente deles! Oh! Reflitam! Isto não é espalhar armadilha para os pés deles? Este não é um incentivo grave ao orgulho, mesmo se eles forem elogiados pelo que é verdadeiramente louvável? Não é duplamente danoso, se eles são elogiados por coisas não verdadeiramente elogiáveis; &#8212; coisas de uma natureza indiferente, como razão, boa conduta, beleza, elegância de vestuário? Isto esta sujeito, a não apenas ferir os corações deles, mas seu entendimento também. Isto tem uma tendência manifesta e direta a infundir orgulho e insensatez juntos; a perverter ambos seu gosto e julgamento; ensinando-os a valorizarem o que é esterco e refugo aos olhos de Deus. </span></p>
<p class="western">
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><strong>18. </strong>Se, ao contrário, você deseja, sem perda de tempo, golpear na raiz do orgulho deles, ensinar seus filhos, tão logo quanto possível, que eles são espíritos caídos; que eles caíram daquela gloriosa imagem de Deus, na qual eles foram primeiro criados; que eles não são agora, como eles foram uma vez, imagens incorruptíveis do Deus da glória; carregando a semelhança explícita da sabedoria, da bondade, do santo Pai dos espíritos; mas mais ignorantes, mais tolos, e mais pecaminosos, do que eles podem possivelmente conceber. Mostrar a eles que no orgulho, paixão, e vingança, eles são agora como o diabo. E que, nos desejos tolos e apetites rastejantes, eles são como as bestas do campo. Zele diligentemente neste respeito, para que, sempre que a ocasião oferecer, você possa <em>&#8216;identificar o orgulho, em seus primeiros movimentos&#8217;,</em> e impedir a mesma primeira aparição dele. </span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"> Se você me perguntar: <em>&#8216;Mas como eu posso encorajá-los, quando eles fazem o certo, se eu nunca os aprovo?&#8217;.</em> </span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;">Eu respondo, que eu nunca afirmei isto. Eu nunca disse tal coisa como: <em>&#8216;Você não deve nunca elogiá-los!&#8217;.</em> Eu conheço muitos escritores que afirmam isto, e escritores de devoção eminente. Eles dizem que elogiar o homem é roubar a Deus, e, por conseguinte condenam isto completamente. Mas o que dizem as Escrituras? Eu li que o próprio nosso Senhor freqüentemente elogiava seus discípulos; e o grande Apóstolo não hesita em elogiar os Corintos, Filipenses, e concorda com outros a quem ele escreve. Ele não pode, portanto, condenar isto completamente. Mas eu digo, use isto muito moderadamente. E, quando o fizer, faça-o, com a mais extrema precaução, dirigindo-os, ao mesmo tempo, a verificarem que tudo que eles têm é dom gratuito de Deus, e com a mais profunda humilhação própria diga: <em>&#8216;Não a nós! Não a nós! Mas a teu nome seja dado o louvor!&#8217;.</em></span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><strong>19. </strong>Próximo à vontade própria e ao orgulho, a doença mais fatal com o que somos nascidos, está o <em><span style="text-decoration: underline;">&#8216;amor ao mundo&#8217;</span>.</em> Mas quão cuidadosamente a generalidade dos pais cuida disto, em suas diversas ramificações! Eles alimentam <em>&#8216;o desejo da carne&#8217;,</em> ou seja, a tendência a buscarem a felicidade, em agradarem aos sentidos exteriores, arquitentando ampliarem o prazer do paladar de seus filhos ao extremo; não apenas dando a eles, antes que eles desmamem, outras coisas além do leite, o alimento natural dos filhos, mas dando a eles, ambos, antes e depois, toda sorte de carnes ou bebidas que eles terão. Sim, eles os seduzem, muitos antes que a natureza requeira isto, a tomarem vinho ou bebidas fortes; e os fornecem com frutas cristalizadas, bolo de gengibre, uva-passa, e qualquer fruta a que eles estejam inclinados. Eles alimentam <em>&#8216;o desejo dos olhos&#8217;,</em> a propensão a buscarem a felicidade no prazer da imaginação, dando a eles lindos brinquedos reluzentes, fivelas ou botões brilhantes, roupas finas, sapatos vermelhos, chapéus com laços, ornamentos supérfluos, como fitas, colares, franzidos; sim, e propondo estes como recompensa por fazerem a obrigação que lhes cabe, o que imprimi um grande valor sobre estas coisas. Com igual cuidado e atenção eles estimulam neles, a Terceira ramificação do amor ao mundo, <em>&#8216;o orgulho da vida&#8217;;</em> a propensão a buscarem a felicidade na <em>&#8216;honra que vem dos homens&#8217;.</em> Nem o amor ao dinheiro é esquecido; eles ouvem muita exortação sobre aproveitarem a melhor chance; muitas leituras concordam exatamente com aquele antigo ateu: <em>&#8216;Ganhe dinheiro, honestamente se você puder; mas, se não puder, ganhe dinheiro!&#8217;.</em> E eles são cuidadosamente ensinados a buscarem as riquezas e honras como a recompensa para todos os trabalhos deles. </span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><strong>20.</strong> Em oposição direta a tudo isto, pais sábios e verdadeiramente amorosos tomam cuidado extremo, para não nutrirem, em seus filhos, o desejo da carne; a propensão natural deles de buscarem felicidade, no gratificarem os sentidos exteriores. Com esta visão, a mãe não irá permitir que eles provem alimento algum, a não ser leite, até que eles sejam desmamados; o que milhares de experimentos mostram, é feito, mais seguramente e facilmente, no final do sétimo mês. E, então, acostumá-los a um alimento mais simples, principalmente de vegetais. Ela pode habituá-los a provar apenas uma espécie de alimento, além do pão, no jantar, e, constantemente para o café da manhã, e jantar, com o leite, tanto frio ou aquecido, mas não fervido. Ela pode acostumá-los, a que se sentem à mesa consigo, às refeições; e a não pedirem por nada, a não ser o que lhes é dado. Ela não precisa fazer com que eles conheçam o gosto do chá, até que eles tenham, pelo menos, nove ou dez anos de idade; ou fazerem uso de alguma outra bebida às refeições, a não ser água ou ninharia [small beer]. E eles nunca desejarão provar carne ou bebida, entre as refeições, se não forem acostumados a isto. Se frutas, confeitos, ou alguma coisa do tipo forem dados a eles, que eles não toquem neles, a não ser às refeições. Nunca proponha alguma dessas coisas como uma recompensa; mas os ensinem a ver mais alto do que isto. </span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;">Mas uma dificuldade irá surgir nisto; e vai precisar de muito mais resolução para vencer. Seus criados, que não irão entender seu plano, irão continuamente dar pequenas coisas para seus filhos, e, por meio disto, irão desfazer de todo seu trabalho. Isto você deve evitar, se possível, advertindo-os, quando eles primeiro vieram para sua casa, repetindo o aviso de tempos em tempos. Se eles, não obstante, fizerem isto, você deve mandá-los embora. Melhor perder um bom criado do que estragar uma boa criança. </span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"> Possivelmente, você pode ter outra dificuldade para enfrentar, e uma de natureza mais penosa. Sua mãe, ou a mãe de seu marido pode morar com você; e você fará bem em mostrar a ela todo respeito possível. Mas não a deixa ter, de maneira alguma, a mínima participação no manejo de seus filhos. Ela poderia desfazer tudo o que você teria feito; ela iria fazer a vontade deles em todas as coisas. Ela poderia permitir a eles a destruição de suas almas, se não, de seus corpos também. Em oitenta anos, eu nunca encontrei uma mulher que soubesse manejar com um neto. Minha própria mãe, que governou seus filhos tão bem, nunca pode governar uma neta. Em todos os outros pontos, obedeça a sua mãe. Desista da sua vontade pela dela. Mas, com respeito ao manejo de seus filhos, firmemente mantenha as rédeas em suas próprias mãos. </span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><strong>21.</strong> Pais sábios e amorosos serão igualmente cautelosos em não alimentarem <em>&#8216;o desejo dos olhos&#8217;</em> em seus filhos. Eles não darão a eles brinquedos bonitos e resplandecentes, fivelas e botões brilhantes, roupas finas e alegres; nem ornamentos desnecessários de qualquer tipo; nada que possa atrair os olhos. Nem eles irão permitir que alguma outra pessoa dê a eles o que eles mesmos não darão. Alguma coisa do tipo que é oferecida pode ser tanto civilmente recusada, quanto recebida e guardada. Se eles ficam insatisfeitos com isto, você não pode fazer nada. Complacência, sim, e interesse temporal, necessitam ser colocados de lado, quando o interesse eterno de seus filhos está em jogo.</span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;">Suas dores serão bem retribuídas, se você puder inspirá-los, logo cedo, com um desprezo a todos os ornamentos; e, por outro lado, com um amor e estima a uma simplicidade e modéstia de vestuário: Ensinando a eles a associarem as idéias de simplicidade e modéstia; e aquelas de uma mulher refinada e relaxada. Igualmente, instile neles, tão logo quanto possível, um temor e desdém à pompa e grandeza; uma aversão e horror ao amor ao dinheiro; e uma profunda convicção de que as riquezas não podem trazer felicidade. Desacostumá-los, portanto, de todas esses objetivos falsos; habituá-los a fazerem de Deus seu objetivo em todas as coisas; e acostumá-los, em tudo que eles façam, a objetivar conhecer, amar e servir a Deus. </span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><strong> </strong></span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><strong>22.</strong> Novamente: A generalidade dos pais alimenta a ira em seus filhos; sim, a pior parte dela; ou seja, a vingança. A mãe tola diz: <em>&#8216;O que feriu meu filho? Vingue-se, por mim&#8217;.</em> Que trabalho horrível é este! Um antigo assassino irá ensinar-lhes, rápido o suficiente, esta lição? Que os pais cristãos não poupem dores em ensiná-los justamente o contrário. Lembrar a eles das palavras de nosso abençoado Senhor: <strong>(Mateus 5:38-40)</strong> <em>&#8216;Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal&#8217;;</em> não retornando o mal pelo mal. Preferivelmente a isto, <em>&#8216;se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; e, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa&#8217;</em>.<em> </em>Lembre-se das palavras do grande Apóstolo: <strong>(Romanos 12:19<em>)</em></strong><em> &#8216;Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor&#8217;. </em></span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><strong>23.</strong> A generalidade dos pais alimenta e aumenta a falsidade de seus filhos. Quão freqüentemente eles podem ouvir aquela palavra absurda: <em>&#8216;Não, não foi você; não foi meu filho que fez isto; diga, foi o gato&#8217;. </em>Que tolice espantosa é esta! Você não sente remorso, enquanto está colocando uma mentira na boca de seu filho, antes que ele possa falar claramente? E por acaso você pensa que isto terá boa proficiência, quando chegar a maioridade [direito inglês aos 14 anos]? Outros os ensinam a tanto dissimularem quanto mentirem, através de sua severidade desarrazoada; e, ainda outros, por admirarem e aplaudirem suas mentiras engenhosas e embuste astuto. Que os pais sábios, ao contrário, os ensinem a <em>&#8216;descartarem toda mentira&#8217;,</em> nas pequenas e nas grandes coisas; na galhofa e na sinceridade, falando a mesma verdade de seus corações. Que ensinem a eles que o autor de toda falsidade é o diabo, que <em>&#8216;é um mentiroso e o pai da mentira&#8217;.</em> Ensinem a abominar e a desdenhar, não apenas toda mentira, mas todas as expressões ambíguas, toda a astúcia e dissimulação. Que usem de todos os meios para fazê-los amar a verdade, &#8212; veracidade, sinceridade, e simplicidade, e a franqueza do espírito e comportamento. </span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><strong>24.</strong> A maioria dos pais aumenta, em seus filhos, a tendência natural à injustiça, por serem coniventes, nas transgressões um ao outro; se não rindo, ou mesmo aplaudindo sua engenhosa sagacidade para enganar um ao outro. Tomem cuidado, com todas as coisas deste tipo; e, em suas infâncias, semeiem as sementes da justiça em seus corações, e os eduquem na prática mais exata dela. Se possível, os ensinem a amar a justiça, e isto nas coisas menores, assim como, nas coisas maiores. Imprimam, em suas mentes, um velho provérbio: <em>&#8216;Aquele que é capaz de roubar um lápis, será capaz de roubar uma libra&#8217;.</em> Habituem seus filhos a devolverem tudo que eles devem, mesmo que um centavo. </span></p>
<p class="western" style="text-indent: 1.25cm;"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><strong>25.</strong> Muitos pais são coniventes igualmente na maldade de seus filhos, e, por meio disto, a fortalecem. Porém, os pais verdadeiramente afetuosos não irão ter indulgência com eles, de qualquer tipo, ou grau de crueldade. Eles não irão aceitar que eles aflijam seus irmãos ou irmãs, quer por palavras ou ações. Eles não irão permitir que eles firam ou causem dores à coisa alguma que tem vida. Eles não irão permitir que eles roubem ninhos de pássaros; muito menos matem alguma coisa sem necessidade, &#8212; nem mesmo cobras que são tão inocentes quanto minhocas, ou sapos, o que tem sido provado, sempre e sempre, não obstante a feiúra e a má fama deles, serem tão inofensivos quanto insetos. Que eles ampliem, na sua medida, a qualquer animal que seja, a regra de fazer a eles o que eles gostariam que lhes fosse feito. Vocês que são pais verdadeiramente amorosos, de manhã, de tarde, e em todo o dia, pressionem todos os seus filhos <em>&#8216;a caminharem no amor, como Cristo também os amou, e deu a Si mesmo por nós&#8217;;</em> a ter em mente um ponto, <em>&#8216;Deus é amor; e aquele que habita no amor, habita em Deus, e Deus nele&#8217;. </em></span></p>
<p class="western"><span style="font-family: Times New Roman,serif;"><span style="font-size: x-small;">[Editado por Keith Millar, estudante na Northwest Nazarene College (Nampa, ID), com correções por George Lyons para a Wesley Center for Applied Theology.]</span></span></p>
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